Juiz de Fora, Sábado, 3 de outubro de 2026
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Bambu e árvores reaproveitadas criam refúgios para peixes no Lago Allatoona

Jimmy Moore passou seis anos montando estruturas submersas, enquanto árvores de Natal descartadas foram usadas para ampliar o abrigo da fauna aquática.

No Lago Allatoona, na Geórgia, árvores de Natal descartadas e estruturas de bambu passaram a cumprir uma função no fundo do reservatório: oferecer abrigo para peixes jovens. A iniciativa combina trabalho voluntário, reaproveitamento de materiais e ações de preservação em áreas aquáticas.

Jimmy Moore começou a produzir as armações quando tinha mais de oitenta anos. Ao longo de seis anos, ele cortou varas de bambu e montou estruturas em formato piramidal para serem instaladas em pontos do lago. O desenho cria espaços vazados, onde peixes menores podem se proteger de predadores.

As bases recebem blocos de concreto e pesos de cimento para manter as armações assentadas. Com a fixação no leito, as estruturas também oferecem superfícies para algas e pequenos organismos, que formam uma fonte de alimento para diferentes populações aquáticas.

Abrigos em áreas com pouca vegetação

Lagos artificiais podem ter fundos arenosos ou lodosos, sem vegetação estruturada. Nesses ambientes, os filhotes encontram menos barreiras físicas e ficam mais expostos. A instalação de elementos rígidos e ramificados acrescenta complexidade ao relevo subaquático e cria novos espaços de refúgio.

As armações usam bambu resistente colhido em áreas florestais próximas, contam com bases reforçadas e têm aberturas que permitem a passagem de peixes menores. O sistema também possibilita posicionar árvores secas em áreas profundas do reservatório.

Mais de três mil e quinhentas árvores submersas

O projeto também reaproveitou árvores de Natal naturais depois das comemorações de fim de ano. No Lago Allatoona, mais de três mil e quinhentos exemplares foram colocados na água durante dezesseis temporadas de trabalho.

Antes da instalação, as bases de madeira são perfuradas para receber cabos resistentes. As árvores são levadas ao reservatório durante o período de estiagem, antes da volta dos níveis normais de água. Quando ficam submersas, seus galhos entrelaçados formam áreas de abrigo e ajudam a criar novos nichos para a fauna do lago.

A atuação de voluntários e agências governamentais parceiras distribui estruturas pelo reservatório e amplia as áreas disponíveis para o desenvolvimento de novos cardumes. O trabalho também contribui para a pesca esportiva e para o manejo dos recursos hídricos locais.

Texto produzido pela Redação Horizonte Leve com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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