Juiz de Fora, Sábado, 3 de outubro de 2026
Viver bem, todos os dias
Brasil

Besouros-coveiros transformam carcaças em abrigo e alimento para as larvas

Insetos enterram pequenos vertebrados, conservam o alimento e cuidam da ninhada em um comportamento raro entre os insetos.

Besouros-coveiros do gênero Nicrophorus usam carcaças de pequenos vertebrados como território, reserva de alimento e berçário. O casal enterra o corpo, remove pelos ou penas, aplica secreções e prepara uma câmara subterrânea para proteger as larvas.

O processo começa quando um macho ou uma fêmea encontra uma carcaça pelo cheiro. O recurso pode ser uma ave ou um roedor e é disputado com outros besouros. Quando um casal permanece no local, os insetos movem o corpo até deixá-lo protegido da luz, do calor e de muitos concorrentes.

Sob o solo, os adultos moldam a carcaça e usam secreções que alteram a comunidade microbiana e retardam a decomposição. O tratamento não esteriliza o alimento, mas ajuda a mantê-lo disponível durante a fase inicial do desenvolvimento.

Cuidado com a ninhada

A fêmea deposita os ovos no solo próximo, e as larvas recém-nascidas caminham até a fonte de alimento. Em várias espécies, elas raspam parte da carcaça, mas também recebem material regurgitado pelos adultos. Esse alimento parcialmente processado facilita o acesso à comida nos primeiros momentos de vida.

Macho e fêmea podem participar do cuidado, embora a intensidade varie. Em algumas situações, um dos adultos abandona o local. Experimentos indicam que a presença dos pais pode aumentar o crescimento e a sobrevivência das larvas, mas exige energia e pode reduzir oportunidades futuras de reprodução.

Os adultos também defendem a câmara e ajustam o investimento ao tamanho do recurso e à quantidade de larvas. Quando o alimento não sustenta toda a ninhada, podem reduzir o número de filhotes.

Reciclagem no solo

Ao enterrar pequenas carcaças, os besouros aceleram a incorporação de nutrientes ao solo e retiram matéria orgânica da superfície. O processo envolve microrganismos, ácaros, moscas e outros decompositores.

Assim, o cadáver sustenta novas formas de vida enquanto serve de alimento protegido para os descendentes. Localizar, enterrar, conservar, alimentar e defender formam um ciclo de cuidado parental incomum entre os insetos.

Texto produzido pela Redação Horizonte Leve com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Receba nossa newsletterUma seleção diária, direto na sua caixa de entrada.

As mais lidas

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5