SÃO PAULO — Ronaldo Caiado, candidato à Presidência pelo PSD, afirmou neste domingo (20) que pretende conter as despesas do governo federal e levar a taxa básica de juros para perto de 7% ao ano sem reduzir programas sociais ou alterar as regras da Previdência.
A declaração ocorreu após uma caminhada na Avenida Paulista ao lado de Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD e candidato a vice-presidente na chapa, e da senadora Mara Gabrilli (PSD-SP), que disputa uma vaga de deputada estadual nestas eleições.
Questionado sobre os cortes, Caiado rejeitou a possibilidade de que o ajuste recaia sobre aposentados e beneficiários de programas sociais. “Equilíbrio fiscal não briga com projetos sociais”, afirmou.
O candidato citou sua gestão em Goiás como exemplo. Segundo ele, as contas do estado foram recuperadas, com nota B+ na Capag, avaliação do Tesouro Nacional sobre a capacidade de pagamento dos entes, enquanto os investimentos destinados à população mais pobre foram ampliados.
Propostas para as contas públicas
A principal medida econômica apresentada por Caiado é uma proposta de emenda à Constituição, com validade de 24 meses, para limitar os gastos do governo a no máximo 50% do crescimento do PIB. Ele também promete eliminar 100% das emendas parlamentares impositivas, revisar todos os incentivos fiscais concedidos no país e auditar, com ferramentas de inteligência artificial, os repasses de programas federais.
O plano inclui ainda corte de 25% sobre todos os Poderes e órgãos ligados ao governo federal. Na área de segurança, Caiado propõe criar no Ministério da Segurança Pública uma estrutura de combate à corrupção com cruzamento de dados da CVM, do Coaf, da Receita Federal e da inteligência da Polícia Federal.
Pelas estimativas do candidato, as propostas levariam os juros a cerca de 7% e a inflação para entre 3,5% e 4%. Na última quarta-feira (16), o Comitê de Política Monetária do Banco Central reduziu a Selic de 14% para 13,75% ao ano.
Caiado disse que o Banco Central reage à política fiscal e que os juros altos seriam consequência de um governo que gasta além do que pode. Mudanças na idade ou no tempo de contribuição para a aposentadoria não estão nos planos imediatos. Para ele, uma reforma teria efeitos apenas em cerca de dez anos, enquanto o país precisa de medidas emergenciais.







