O candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) afirmou que Flávio Bolsonaro seria um personagem criado para disputar uma eleição. Ao falar sobre sua própria candidatura, disse que não precisa se associar a outros nomes para se apresentar aos eleitores.
“Eu tenho autonomia, eu não sou um personagem criado para disputar uma eleição”, declarou Caiado. Ele também afirmou ter orgulho do próprio nome e sobrenome e atribuiu a si a construção de sua trajetória política.
Caiado comentou ainda a ascensão de Augusto Cury (Avante), que passou a ocupar o terceiro lugar nas pesquisas eleitorais divulgadas nesta semana, à frente do candidato do PSD. Para ele, Cury tem o direito de disputar a eleição. A definição de quem enfrentará Lula no segundo turno, disse, caberá à sociedade até 4 de outubro.
Propostas para o Supremo
Questionado sobre a crise entre ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), Caiado defendeu a divulgação das investigações da Polícia Federal. O conflito começou depois que André Mendonça retirou o sigilo de apurações que reuniam mensagens trocadas entre Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, e Alexandre de Moraes.
O candidato disse que solicita há mais de três semanas a retirada de todos os sigilos relacionados à vida dos políticos que disputam a eleição. Segundo ele, a medida permitiria que a sociedade tivesse acesso ao material reunido.
Caso seja eleito, Caiado pretende propor mudanças no STF. Entre as ideias estão exigir que os ministros tenham mais de 60 anos, submeter o currículo dos indicados à avaliação de autoridades ligadas à Justiça e estabelecer uma quarentena para futuros ministros antes e depois de ocuparem uma vaga na corte, impedindo a passagem imediata para cargos políticos.
Câmeras corporais
Caiado também se posicionou contra a obrigatoriedade de câmeras corporais para policiais, mas não explicou os motivos. Negou que a posição represente tolerância a abusos e afirmou que cada governador deve decidir sobre a adoção dos equipamentos.
“Cada governador tem a sua opção”, disse. O candidato declarou que não interferiria nessas escolhas e defendeu que as polícias atuem para garantir a segurança pública, com cumprimento da lei e da ordem.







