Juiz de Fora, Sábado, 3 de outubro de 2026
Viver bem, todos os dias
Brasil

Caminhos de Exu ocupa avenida de Brasília contra o racismo religioso

Evento reuniu povos de terreiro, artistas e famílias na W3 Sul para defender a liberdade de exercer religiões de matriz africana.

Caminhos de Exu ocupa avenida de Brasília contra o racismo religioso

A W3 Sul recebeu, na segunda-feira (7), a segunda edição do Caminhos de Exu, evento que reuniu povos de terreiro, artistas e famílias em defesa da liberdade religiosa. A programação levou manifestações culturais e religiosas para a avenida durante o 7 de Setembro, com uma reivindicação central: o direito de exercer a própria fé sem preconceito e racismo religioso.

A ocupação também apresentou a cultura dos povos de terreiro a pessoas que ainda não a conhecem. Cânticos, tambores, danças e saudações religiosas dividiram o espaço com uma feira e apresentações musicais. Crianças circulavam entre o público, enquanto famílias acompanhavam as atividades.

Liberdade e ancestralidade

A escolha da data colocou em discussão o significado da independência para as comunidades de matriz africana. Taina Ramos, integrante da equipe de produção do evento, questionou quem de fato tem acesso à liberdade quando essas comunidades ainda enfrentam preconceito.

Segundo ela, a presença na rua serviu para afirmar a ancestralidade e aproximar o público da cultura de terreiro. Davi Amado, participante da programação, disse que a ocupação permitiu expressar publicamente uma espiritualidade que muitas vezes é silenciada.

Para Pai Antônio, diretor do Centro Espírita ECIC Perambranca, na Ponte Alta, no Gama, e secretário da Federação Irapuru, iniciativas como essa ajudam a enfrentar o preconceito. A proposta, afirmou, é reunir a religião em torno da redução do racismo religioso.

Exu como caminho

Exu esteve no centro da celebração. Para Mãe Baiana, a entidade representa o caminho e a comunicação. A presença de diferentes casas e tradições na avenida também reafirmou a ancestralidade das religiões de matriz africana e enfrentou a demonização associada a Exu.

Ao longo do dia, o público acompanhou apresentações ao som de tambores, além de cânticos e saudações. O encontro transformou a W3 Sul em um ponto de convivência entre pessoas de diferentes idades, tradições e casas religiosas.

Música e diversidade na avenida

O grupo Filhos de Zé participou da programação com percussão, canto e referências à ancestralidade. Fábio Souza, vocalista e percussionista, destacou a multiplicidade cultural e religiosa do encontro. Ed Souza, vocalista e percussionista, ressaltou a celebração do axé, da ancestralidade, da música, da religião e da diversidade.

Bernardo Mota, também integrante do grupo, apontou a força de reunir pessoas de casas diferentes no mesmo espaço. Entre as barracas da feira, o cheiro do incenso e os tambores, o evento reafirmou a ocupação da rua como uma forma de abrir caminhos para o exercício da fé.

Texto produzido pela Redação Horizonte Leve com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Receba nossa newsletterUma seleção diária, direto na sua caixa de entrada.

As mais lidas

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5