Juiz de Fora, Sábado, 3 de outubro de 2026
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Cheias deixam quilombos do Paraná sem energia, remédios e acesso por estradas

Comunidades do Vale do Ribeira relatam perdas na produção, isolamento e falta de comunicação durante as enchentes.

Cheias deixam quilombos do Paraná sem energia, remédios e acesso por estradas

As enchentes no Vale do Ribeira deixaram comunidades quilombolas do Paraná com acesso restrito a serviços de saúde, alimentos e comunicação. A região, entre São Paulo e Paraná, reúne territórios próximos ao Rio Ribeira do Iguapé e seus afluentes, atingidos por temporais intensos.

Entre essa sexta (11) e domingo (13), três moradores de Estreitinho ficaram ilhados na parte paranaense da comunidade. Entre eles estava um paciente oncológico sem acesso à medicação. O território ficou cercado pelas águas do Rio Pardo, e a saída do quilombo passou a depender da travessia de bote.

Energia e comunicação interrompidas

Estreitinho fica às margens do Rio Pardo, a cerca de 165 quilômetros de Adrianópolis (PR). A interrupção da rede elétrica provocou a perda de insumos e da produção agrícola de leite, principal fonte de renda das famílias.

A moradora Vanessa Cordeiro afirma que os efeitos podem atingir a permanência das famílias no território. “Isso gera preocupação não apenas com a renda dos próximos meses, mas também com a permanência das nossas famílias no território”, disse.

As quedas de energia podem durar dias. A comunidade também enfrenta falta de acesso à internet, o que impede o recebimento de alertas da Defesa Civil em situações de emergência.

Estradas bloqueadas e risco de isolamento

Em João Surá, a 50 quilômetros de Adrianópolis, moradores demonstram preocupação com a abertura das comportas da represa do Rio Capivari, afluente do Ribeira do Iguapé. A comunidade relata que o aumento do volume de água não é comunicado previamente.

A BR-476 teve diversos trechos bloqueados durante as enchentes. Com isso, ficaram prejudicados o acesso a serviços de saúde e a chegada de alimentos, já que a comunidade é abastecida por Curitiba (PR). Alagamentos também afetam pontes de madeira e bueiros.

Na comunidade Córrego das Moças, próxima a Adrianópolis, o presidente da associação de moradores, Gedielson Ramos, relata que os bloqueios impedem a chegada de recursos da ajuda humanitária. Segundo ele, os territórios atingidos precisam de geradores elétricos e sistemas de acesso à internet para apoiar o atendimento durante as cheias.

Apoio e reconstrução

As chuvas que atingiram o Paraná na última semana deixaram cinco mortos e afetaram milhares de pessoas. A Defesa Civil do Paraná envia atendimentos para áreas emergenciais, mas não havia atualizações oficiais do órgão sobre as comunidades quilombolas.

Além da resposta imediata, os moradores pedem apoio para reconstruir estruturas e recuperar as condições de trabalho. Em Estreitinho, também existe a demanda pela construção de uma ponte para retirar a comunidade do isolamento. Especialistas alertam que a situação aumenta a preocupação com a flexibilização da legislação ambiental no estado.

Texto produzido pela Redação Horizonte Leve com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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