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Colômbia encerra participação em ação sobre Gaza na Corte Internacional de Justiça

Retirada foi comunicada à CIJ após a Colômbia intervir no processo movido pela África do Sul contra Israel.

Colômbia encerra participação em ação sobre Gaza na Corte Internacional de Justiça

A Colômbia informou à Corte Internacional de Justiça (CIJ) que deixou de participar da ação movida pela África do Sul contra Israel por supostas violações da Convenção para a Prevenção e a Repressão do Crime de Genocídio na Faixa de Gaza. A decisão foi anunciada pelo tribunal na terça-feira (22), depois de ter sido comunicada pelo governo colombiano na sexta-feira (18).

A saída encerra a declaração de intervenção apresentada pelo país em 5 de abril de 2024. O processo havia sido aberto pela África do Sul em dezembro de 2023, no principal tribunal da Organização das Nações Unidas, por causa da ofensiva militar israelense no território palestino.

Posição do governo colombiano

Em comunicado, o Ministério das Relações Exteriores da Colômbia afirmou que a medida não representa abandono da Convenção contra o Genocídio. O país continua como Estado Parte, e suas obrigações internacionais permanecem vinculantes. A pasta também declarou que a decisão está de acordo com a autoridade constitucional do chefe de Estado para conduzir a política externa.

A retirada ocorre durante uma mudança na orientação internacional do governo do presidente Abelardo de la Espriella, que assumiu o cargo há quase dois meses. A administração busca restabelecer relações diplomáticas e estratégicas com Israel, em contraste com a política do antecessor, Gustavo Petro (2022-2026). Durante o governo anterior, a Colômbia rompeu relações bilaterais com Israel e apoiou processos internacionais relacionados às ações militares em Gaza.

O ministro das Relações Exteriores, Omar Bula, defendeu no Senado a retomada dos vínculos entre os dois países. Segundo ele, a cooperação deve abranger segurança, inteligência e cibersegurança. Entre as medidas de aproximação também estão o reconhecimento da soberania israelense sobre as Colinas de Golã, tomadas da Síria, e a transferência da sede diplomática colombiana de Tel Aviv para Jerusalém.

Situação do processo

A CIJ já determinou medidas provisórias no caso, mas ainda não decidiu o mérito das acusações. Israel rejeita as alegações apresentadas pela África do Sul.

Petro criticou a retirada nas redes sociais e classificou a decisão como uma “vergonha para a Colômbia”. Desde 7 de outubro de 2023, o cerco militar israelense à Faixa de Gaza matou 73.919 palestinos e deixou 174.977 feridos, conforme os dados apresentados. O conflito também destruiu 90% da infraestrutura do território. A reconstrução é estimada em US$ 70 bilhões.

Um cessar-fogo entrou em vigor em outubro de 2025. Desde então, 1.399 palestinos foram mortos e 4.863 ficaram feridos; os corpos de 834 pessoas foram recuperados.

Texto produzido pela Redação Horizonte Leve com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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