Juiz de Fora, Sábado, 3 de outubro de 2026
Viver bem, todos os dias
Brasil

Contradições de Flávio Bolsonaro ampliam pressão no caso Banco Master

Reportagens e conversas atribuídas ao senador expuseram versões conflitantes sobre Daniel Vorcaro e o financiamento de um filme sobre Jair Bolsonaro.

Mentiras deixam Flávio Bolsonaro nu em praça pública
Foto: Anderson Coelho/Folhapress

As versões apresentadas por Flávio Bolsonaro sobre sua relação com Daniel Vorcaro e o financiamento de um filme sobre Jair Bolsonaro entraram em contradição após a divulgação de reportagens e conversas privadas atribuídas aos dois. O caso também envolve a atuação de aliados do senador e suspeitas da Polícia Federal sobre o destino de recursos ligados ao banqueiro.

Flávio havia cobrado uma ampla apuração sobre o caso de corrupção envolvendo o Banco Master. Na mesma ocasião, Ciro Nogueira, aliado de sua candidatura, era citado por ter recebido pagamentos de Vorcaro. O senador também passou a usar uma camisa com a frase “O Pix é do Bolsonaro. O Master é do Lula”.

Horas antes da divulgação das reportagens, o repórter Thalys Alcântara perguntou a Flávio se ele havia negociado com Vorcaro pagamentos para a produção de um filme sobre seu pai. Segundo o relato, o senador negou os pagamentos, chamou o jornalista de “militante” e repetiu: “é dinheiro privado! é dinheiro privado”. Depois, admitiu ter recebido dinheiro de Vorcaro para o filme.

Conversas privadas atribuídas a Flávio e Vorcaro também mostraram proximidade entre os dois. Em uma das mensagens, o senador escreveu: “Estou e estarei contigo sempre”. A mensagem teria sido enviada um dia antes de Vorcaro ser preso. Antes da publicação das reportagens, Flávio havia negado de forma veemente qualquer relação com o banqueiro.

Recursos para o filme

A produtora responsável pelo longa, com apoio público de Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo, negou ter recebido qualquer valor. O senador, porém, reconheceu que recebeu dinheiro de Vorcaro para a produção. Ainda não foi esclarecido onde foram parar os recursos nem se o filme recebeu os R$ 61 milhões que teriam sido combinados.

A Polícia Federal suspeita que parte do dinheiro tenha sido usada para financiar despesas de Eduardo Bolsonaro nos EUA. A hipótese considera transferências feitas pela Entre Investimentos e Participações, empresa ligada a Vorcaro, para um fundo controlado por aliados de Eduardo e sediado no Texas. A mesma empresa teria sido usada no financiamento do filme.

Outra frente do caso envolve uma possível reunião entre Jair Bolsonaro e Vorcaro em uma mansão em Brasília. Conversas privadas indicaram que o banqueiro teria aceitado receber o ex-presidente para assistirem juntos a um documentário. O encontro teria como objetivo pedir apoio financeiro para a produção de “Dark Horse”. Não há confirmação de que a reunião tenha acontecido.

Segundo a agência Aos Fatos, Flávio contou ao menos 12 mentiras sobre o caso antes da publicação das reportagens. A apuração também registrou que ele negociou R$ 134 milhões com Vorcaro para bancar um filme sobre Jair Bolsonaro, embora os valores efetivamente transferidos e o destino do dinheiro permaneçam sem esclarecimento.

A Polícia Federal também investiga a movimentação financeira relacionada a Eduardo Bolsonaro. O caso inclui a empresa ligada a Vorcaro, o fundo sediado no Texas e a produção cinematográfica sobre o ex-presidente. As informações disponíveis apresentam versões divergentes entre o senador, a produtora e pessoas ligadas aos envolvidos.

Texto produzido pela Redação Horizonte Leve com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Receba nossa newsletterUma seleção diária, direto na sua caixa de entrada.

As mais lidas

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5