Juiz de Fora, Sábado, 3 de outubro de 2026
Viver bem, todos os dias
Brasil

Correios revisam regras para espaços culturais e geram reação no Rio

Artistas defendem a continuidade do modelo gratuito do Centro Cultural dos Correios diante de possíveis mudanças a partir de 2027.

Correios revisam regras para espaços culturais e geram reação no Rio

A possibilidade de cobrança de taxas para exposições levou artistas e profissionais da cultura a defender a continuidade do modelo gratuito do Centro Cultural dos Correios (CCC), no centro do Rio. Um manifesto online reúne mais de 1.500 assinaturas em defesa da permanência das atividades no espaço.

Os Correios informaram que revisam as regras de cessão dos equipamentos culturais, com foco na otimização de recursos e na sustentabilidade. A empresa ainda não apresentou os novos critérios, mas afirmou que as exposições programadas seguirão o formato atual até dezembro de 2026. Para 2027, as tratativas com proponentes e produções culturais continuam em andamento.

O CCC não aparece na lista de imóveis anunciados para leilão pela estatal. No modelo vigente, a cessão para artistas ocorre gratuitamente e por meio de edital. A mobilização cultural pede que essa estrutura seja mantida e que as exposições não sejam interrompidas a partir de 2027.

Defesa do acesso à cultura

Luiz Ricardo Leitão, professor associado da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e coordenador do projeto editorial Decanos da Arte Popular, está entre os defensores da manutenção do espaço público e gratuito. O projeto lançou no CCC a autobiografia de Nei Lopes.

“Essa é uma questão de soberania”, afirma Leitão, ao defender a difusão da cultura popular. Para ele, o Centro Cultural dos Correios deve conservar o perfil democrático e continuar recebendo projetos acessíveis a diferentes públicos.

O abaixo-assinado afirma que o centro historicamente ofereceu espaço para artistas emergentes e experiências culturais diversas. A proposta também rejeita a possibilidade de encerramento das atividades ou de cobrança de aluguel de quem expõe no local.

O CCC recebe exposições de diferentes expressões artísticas, da cultura popular a gravuras de Rembrandt. O auditório é usado para lançamentos, filmes e apresentações teatrais, enquanto a praça recebe projeções e eventos ao ar livre. O equipamento integra o Corredor Cultural do Rio de Janeiro, que inclui ainda o Centro Cultural do Banco do Brasil (CCBB) e a Casa França Brasil.

Imóvel histórico foi leiloado

Entre os prédios dos Correios vendidos está o imóvel que abrigou a antiga sede nacional do Correio Geral, na Rua Primeiro de Março. Construído em 1878, durante o Segundo Reinado, o edifício estava desocupado e foi vendido por R$ 53.598.124,72.

O prédio é tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) desde 1990, por fazer parte do conjunto arquitetônico e urbanístico da Praça 15 e estar protegido pelo Corredor Cultural do Rio de Janeiro.

O Iphan informou que não se manifesta sobre transferências de propriedade ou posse de bens tombados. O novo proprietário deve registrar a mudança no Cartório de Registro de Imóveis e comunicar o instituto em até 30 dias. A manutenção da integridade do imóvel continua sob responsabilidade do detentor, e intervenções de restauração precisam ser submetidas previamente ao Iphan, conforme a Portaria nº 289/2025.

Texto produzido pela Redação Horizonte Leve com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Receba nossa newsletterUma seleção diária, direto na sua caixa de entrada.

As mais lidas

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5