Juiz de Fora, Sábado, 3 de outubro de 2026
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Professores veem voto consolidado e pouca influência do debate cancelado

Análises apontam que a disputa será definida por uma parcela pequena do eleitorado, enquanto candidatos concentram atos finais em São Paulo.

O cancelamento do último debate antes do primeiro turno não deve alterar a escolha da maioria dos eleitores, na avaliação dos cientistas políticos Mateus de Albuquerque e Adriano Oliveira. Para os professores, os votos estão consolidados, e uma parcela reduzida do eleitorado deve definir o resultado.

O encontro deixou de ser realizado nesta quinta-feira (1º), depois de decisões judiciais e desistências. Luiz Inácio Lula da Silva (PT) havia comunicado, na quarta-feira (30), que não participaria. Flávio Bolsonaro (PL), que inicialmente confirmara presença, desistiu depois que decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) autorizaram a participação de Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo). O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) também proibiu a exibição do púlpito vazio de Lula.

Mateus de Albuquerque, professor da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), avaliou que a entrada de Renan Santos foi decisiva para a saída de Flávio. Na análise do professor, o candidato esperava um confronto com Lula ou um cenário formado apenas por políticos de direita que não o contestassem. “Então seria um palanque”, afirmou.

Para Albuquerque, a ausência diante de Santos pode prejudicar a imagem de Flávio entre o público que acompanha o candidato do Missão. Embora considere que Renan tenha pouca expressão eleitoral, o professor destacou a presença dele nas redes sociais e a capacidade de alcançar uma faixa mais jovem e masculina.

O cientista político também disse que Renan Santos sabe que não vencerá, mas busca ocupar espaço no campo da direita com foco em 2030. Na avaliação de Albuquerque, a disputa está calcificada e “decidirá a eleição será 2%, 3% do eleitorado”.

Adriano Oliveira, professor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), concordou que os votos estão cristalizados. Para ele, o debate pode mobilizar a imprensa, as redes sociais e os analistas, mas não deverá interferir na decisão do eleitor.

Oliveira classificou a disputa como uma “eleição do medo” e afirmou que vencerá quem tiver menor rejeição. Segundo o professor, as campanhas de Lula e Flávio construíram narrativas consistentes, mas não conseguiram ampliar a rejeição do adversário. O resultado, na avaliação dele, é uma polarização fortalecida e uma eleição acirrada.

O professor também considerou enfraquecidas as candidaturas apresentadas como terceira alternativa. Na avaliação dele, esses nomes não se diferenciaram o bastante de Flávio e não conseguiram romper a polarização. Oliveira projetou uma disputa semelhante à de 2022.

Atos finais em São Paulo

Lula escolheu a Avenida Paulista para o encerramento da campanha, ao lado de Fernando Haddad (PT), candidato ao governo. Flávio Bolsonaro fará agenda com o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), favorito à reeleição, no interior de São Paulo.

Oliveira considerou previsível a escolha porque São Paulo é o maior colégio eleitoral do país. Na análise dele, Lula precisa ampliar sua votação no estado, enquanto Flávio depende de Tarcísio. O professor também avaliou que a eleição estadual pode terminar no primeiro turno e levantou dúvidas sobre a postura do governador em uma eventual segunda etapa da disputa presidencial.

Albuquerque afirmou que as campanhas ficaram mornas durante boa parte do período e tiveram pouca conexão com a base e as ruas. Por isso, os candidatos passaram a concentrar a estratégia nos atos presenciais da reta final.

O professor ainda criticou a postura da Rede Globo no cancelamento do debate e afirmou que a emissora teria se posicionado a favor de Flávio. Ele também contestou a versão de que o encontro foi cancelado pelas decisões judiciais: na avaliação dele, a interrupção ocorreu depois da desistência do candidato.

Texto produzido pela Redação Horizonte Leve com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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