Móveis planejados podem aproveitar melhor os espaços, mas o projeto precisa levar em conta a rotina da casa — e não apenas a aparência. Para definir armários, gavetas e prateleiras, é importante entender o que será guardado, com que frequência cada item é usado e quem terá acesso aos compartimentos.
O arquiteto Gabriel Senna, coordenador do curso de Arquitetura e Urbanismo da Unime Lauro de Freitas, recomenda fazer essa avaliação antes da escolha de cores e acabamentos. “Um móvel planejado eficiente não é apenas aquele que ocupa todo o espaço disponível. Ele precisa facilitar a rotina”, afirma.
Seis cuidados no planejamento
1. Liste o que será guardado
Roupas, eletrodomésticos, livros, utensílios e itens de uso diário têm tamanhos e necessidades diferentes. O levantamento ajuda a evitar tanto áreas sem uso quanto armários cheios de divisões que não atendem aos moradores.
2. Facilite o acesso aos itens frequentes
Objetos usados todos os dias devem ficar em locais acessíveis. Na cozinha, panelas, pratos e utensílios podem ser posicionados perto das áreas de preparo. No quarto, roupas e acessórios de uso frequente podem ocupar gavetas e prateleiras mais fáceis de alcançar. “A organização deve acompanhar a frequência de uso”, orienta Senna.
3. Planeje as tomadas
Televisão, cafeteira, forno elétrico, carregadores e aspirador de pó precisam de pontos de energia adequados. O mobiliário deve ser pensado junto com o projeto elétrico para evitar fios aparentes, extensões e adaptações depois da instalação.
4. Considere os usuários
A altura dos moradores, a idade e eventuais limitações de mobilidade influenciam a definição de bancadas, armários, prateleiras e gavetas. Em casas com crianças ou idosos, acessibilidade e segurança também entram no planejamento.
5. Preserve a circulação
Portas e gavetas precisam abrir sem bloquear passagens ou bater em outros móveis. A profundidade do móvel e o espaço necessário para circular devem ser analisados juntos, especialmente em ambientes pequenos.
6. Pense na limpeza e na manutenção
Materiais, puxadores, revestimentos e acabamentos devem combinar com a rotina da casa. Em locais com mais gordura, umidade ou sujeira, superfícies fáceis de limpar podem ajudar. O cuidado também vale para casas com crianças ou animais de estimação.
Senna recomenda avaliar tendências antes de adotá-las. Segundo ele, portas sem puxadores e nichos abertos podem não combinar com a funcionalidade em determinados ambientes.







