ESPANHA — Placas solares, baterias e reservatórios de água sustentam a rotina de Emile em uma propriedade rural nas montanhas da Espanha. Sem depender da rede elétrica, ele mantém as despesas mensais entre dez e vinte euros, incluindo a reposição de água e tributos rurais anuais.
A energia é gerada por placas solares fotovoltaicas e armazenada em baterias. Já o abastecimento hídrico ocorre por meio de tanques instalados no terreno, reabastecidos por um caminhão cisterna de forma semestral. A água armazenada é usada por vários meses, conforme o consumo.
Uma casa compacta feita pelo próprio morador
Emile deixou a carreira de designer gráfico para evitar dívidas bancárias e comprou uma área rústica nas montanhas. O terreno tem mais de vinte mil metros quadrados e custou quinze mil euros.
A moradia foi montada em um contêiner marítimo usado, adquirido por mil e trezentos euros. Mesmo sem experiência anterior em obras, Emile realizou sozinho as etapas da reforma.
O espaço interno reúne quarto, bancada de escritório, cozinha e banheiro em treze metros quadrados. A disposição dos móveis foi planejada para concentrar os ambientes e permitir que ele trabalhe e descanse na mesma estrutura.
Produção e reaproveitamento no terreno
Além dos sistemas de energia e água, a propriedade oferece recursos para reduzir a necessidade de compras. Emile cultiva a terra e colhe amêndoas nativas. Construções rústicas já existentes são usadas para guardar mantimentos.
A combinação de energia solar, reservatórios abastecidos periodicamente, produção agrícola local e reaproveitamento de estruturas mantém os custos habitacionais baixos. A experiência também é apresentada no canal Diego Revuelta, no YouTube, como um exemplo de rotina fora do modelo imobiliário tradicional.







