Juiz de Fora, Sábado, 3 de outubro de 2026
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Fotografias de viagem aproximam tradições do Benim e do Brasil em Ceilândia

Mostra gratuita reúne imagens de Juliana Uepa e aborda memória, espiritualidade e os vínculos históricos entre os dois países.

Fotografias de viagem aproximam tradições do Benim e do Brasil em Ceilândia

“As conexões entre o Benim e o Brasil vão além do simbólico; são reais, tangíveis e palpáveis”, afirma a fotógrafa pernambucana Juliana Uepa. A declaração resume a proposta de Festa dos Voduns, exposição que reúne imagens feitas durante uma viagem da artista ao país africano e está em cartaz na Galeria Risofloras.

A mostra pode ser visitada gratuitamente até 9 de outubro, de terça a sábado, das 12h às 17h. O espaço fica na Praça do Cidadão, em Ceilândia, região administrativa do Distrito Federal.

Memórias entre dois territórios

Durante a viagem, Uepa passou por Porto Novo, Cotonou e Ouidah. Nesta última cidade, conheceu o Portal do Não Retorno, monumento instalado no local de onde partiram muitos negros escravizados levados para o Brasil. Ouidah é irmanada com Salvador (BA), relação que levou a fotógrafa a refletir sobre os vínculos entre os territórios e a formação do povo brasileiro.

Para a artista, a presença dos Agudás — famílias e pessoas retiradas da África e trazidas ao Brasil como escravizadas, que depois retornaram ao continente — evidencia uma ligação construída também por trajetórias de retorno e reconstrução. Ela afirma que esse grupo precisou reorganizar a própria vida entre os dois países.

Fotografia como aproximação

As imagens também passam por temas como cosmologia, territórios e espiritualidade. A exposição propõe um percurso visual por aspectos da tradição beninense e coloca em diálogo experiências e memórias, com abertura para diferentes maneiras de compreender o mundo.

Juliana diz ter buscado uma relação respeitosa com as pessoas fotografadas, sem transformar a comunidade em estereótipo. O trabalho, realizado pelo Programa Jovem de Expressão, integra o projeto Ocupe a Galeria Risofloras.

A fotógrafa afirma que a produção foi guiada por autoconsciência, respeito e curiosidade legítima. Para ela, a fotografia de rua ou etnográfica deve reconhecer diferenças sem exaltar a precariedade, valorizando tanto o que aproxima quanto o que distingue as pessoas.

Texto produzido pela Redação Horizonte Leve com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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