BONITO — A Gruta do Lago Azul reúne um lago subterrâneo de águas límpidas, formações calcárias e um fenômeno de iluminação natural que ganha destaque entre a primavera e o verão. Nesse período, a claridade da manhã alcança a abertura principal da caverna e intensifica o tom azul da água.
O acesso ao interior exige a descida por quase trezentos degraus rústicos, distribuídos em um desnível vertical de sessenta metros. Ao longo do caminho, os visitantes podem fazer pausas para observar os tetos cavernosos, o relevo rochoso e os diferentes ângulos da cavidade.
A iluminação direta ressalta as formações de calcário, além de estalactites e estalagmites no teto e no solo. A caverna também guarda vestígios fósseis raros de animais antigos extintos. Localizado na Serra da Bodoquena, o espaço é descrito como monumento natural tombado pelo patrimônio histórico nacional.
Cuidados durante a visita
O terreno úmido exige atenção durante a descida. A recomendação é usar calçados fechados, como tênis com boa tração ou solado aderente. Capacetes higienizados são fornecidos antes do passeio, e profissionais credenciados acompanham o fluxo dos grupos.
Também é importante respeitar as pausas programadas e evitar tocar nas formações rochosas, para preservar sua integridade mineral. As paradas permitem descanso e registros fotográficos ao longo do trajeto.
Quando visitar
O intervalo entre setembro e fevereiro é apontado como o mais favorável para observar o fenômeno luminoso. Nessa época, a trajetória solar matinal incide diretamente na entrada da gruta e produz reflexos que ampliam a visibilidade interna.
A reserva antecipada é necessária por causa do limite diário de visitantes. Agendar os primeiros horários da manhã aumenta a possibilidade de acompanhar a incidência da luz sobre o lago subterrâneo.







