ALTER DO CHÃO — O roteiro por Alter do Chão, no oeste do Pará, pode oferecer experiências bem diferentes dependendo do nível do rio Tapajós. Na vazante, surgem extensas faixas de areia branca para banho e descanso. Durante a cheia, as águas cobrem parcial ou totalmente essas áreas e abrem espaço para passeios de barco por canais e igarapés.
A vila fica a trinta e sete quilômetros de Santarém e tem acesso pela rodovia estadual PA-457, pavimentada. Banhada pelo Tapajós, reúne vegetação densa, águas azuladas e margens de areia fina. A variação do volume do rio redesenha a paisagem ao longo do ano e influencia as atividades disponíveis para os visitantes.
Quando aparecem as praias
A vazante marca o início do chamado verão amazônico e reduz o nível do Tapajós. Com o recuo das águas, bancos de areia branca ficam expostos e favorecem os banhos sob o sol.
Um dos principais pontos desse período é a Ilha do Amor, uma ponta arenosa diante da vila. O local reúne quiosques à beira da água e recebe pessoas interessadas em relaxar e contemplar a paisagem fluvial.
O que muda na cheia
No ciclo chuvoso, a elevação do rio encobre parte ou toda a faixa de areia. A experiência passa a ser feita na água, com passeios de canoa e barco em meio à floresta alagada, além de navegação por igarapés sombreados.
Também entram no roteiro a observação da fauna nativa, a contemplação de espelhos d’água sobre a vegetação submersa e as vivências guiadas por comunidades ribeirinhas tradicionais.
Assim, quem busca praias fluviais deve escolher os meses secos. Já os visitantes interessados em matas inundadas encontram esse cenário durante a cheia. A escolha da época define o tipo de paisagem e de atividade encontrado na vila paraense.







