Juiz de Fora, Sábado, 3 de outubro de 2026
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Iscas com calor e odor ajudam a rastrear pítons nos Everglades

Dispositivos que imitam pequenos mamíferos atraíram serpentes e forneceram dados para orientar equipes de controle na Flórida.

Sensores, câmeras e sistemas que reproduzem calor e odor de pequenos mamíferos estão sendo usados para localizar pítons birmanesas nos Everglades. Os dispositivos artificiais atraem as serpentes e transmitem informações para equipes responsáveis pelo controle dos animais.

As pítons foram introduzidas acidentalmente no sul da Flórida e encontraram condições favoráveis nos pântanos. Sem predadores naturais, passaram a capturar pequenos mamíferos silvestres, reduzindo as populações nativas da reserva biológica e afetando o equilíbrio da cadeia alimentar.

Como funcionam os dispositivos

Os equipamentos têm pelugem sintética e componentes eletrônicos que simulam pequenos roedores. Sensores térmicos reproduzem a temperatura corporal das presas, enquanto substâncias químicas liberam odores associados a animais naturais da região.

Pequenos motores movimentam as orelhas mecânicas. Câmeras acopladas registram a aproximação e os ataques das serpentes, permitindo que as equipes de contenção identifiquem os pontos monitorados e realizem as capturas.

Os dispositivos também receberam revestimentos impermeáveis para proteger os circuitos da umidade e placas de energia solar para manter o funcionamento autônomo por semanas. Transmissores integrados enviam dados geográficos e imagens quando há aproximação dos animais.

Jacarés também destruíram as iscas

Os testes revelaram um efeito inesperado: jacarés foram atraídos pelo calor dos aparelhos instalados no pântano. Na disputa por presas, eles destruíram dezenas de dispositivos, o que levou os pesquisadores a reavaliar o comportamento dos predadores e os conflitos naturais da região.

Mesmo com as perdas, as imagens e os registros obtidos ajudaram a identificar horários e rotas usadas pelas pítons. Programas de inteligência artificial analisaram esses dados e mapearam corredores de deslocamento das cobras, evitando confrontos com outros predadores.

Com base nessas previsões, agentes ambientais localizaram ninhos profundos e retiraram dezenas de fêmeas reprodutoras da reserva. A tecnologia passou a apoiar tanto a localização das serpentes quanto o aperfeiçoamento das estratégias de captura.

Texto produzido pela Redação Horizonte Leve com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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