Juiz de Fora, Sábado, 3 de outubro de 2026
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Programas de governo revelam visões opostas sobre segurança e Estado

Planos de candidatos à Presidência de 2026 incluem propostas sobre prisões, tecnologia, privatizações e direitos sociais, em meio a um debate eleitoral marcado por conflitos.

Programas de governo revelam visões opostas sobre segurança e Estado

A eleição presidencial de 2026 expõe uma disputa sobre o próprio significado de política pública. De um lado, aparecem propostas centradas em encarceramento, armamento, privatizações e medidas de forte apelo tecnológico. De outro, está a defesa de programas baseados em diagnósticos, leis, orçamento e instituições capazes de garantir direitos.

No plano de Flávio Bolsonaro, a segurança pública recebe o nome de “Brasil sem Medo” e inclui um complexo carcerário de segurança máxima chamado “Treva”. O documento também afirma que “bandido armado com fuzil na mão vai ser abatido pelas forças de segurança”. A proposta prevê ainda a redução da maioridade penal para 16 anos e a ampliação das Escolas Cívico-Militares.

Ronaldo Caiado também associa segurança à expansão do sistema prisional. Seu programa propõe uma “Lei de Terrorismo Doméstico”, o enquadramento do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas e a construção de 40 presídios de segurança máxima. A mesma classificação foi adotada pelos Estados Unidos em maio deste ano, depois de uma articulação de Flávio Bolsonaro junto ao governo Trump. O movimento reavivou tensões diplomáticas e ameaças de tarifas contra o Brasil ocorridas em 2025.

Tecnologia, punição e privatização

Augusto Cury propôs, em sabatina da Globo, a criação de um Ministério da Inteligência Artificial e o uso de “drones com sirenes” no combate ao feminicídio. A proposta foi questionada durante a entrevista, e Cury tentou voltar atrás. Seu plano também é associado à substituição de políticas de saúde pública por telemedicina privada.

Renan Santos apresenta metas como o fim das cotas e um marco de “desfavelização”. Fora do documento, defende que o Brasil fabrique uma bomba atômica e promete “banho de sangue” na segurança, além de um megapresídio com 500 mil vagas, inspirado no modelo autoritário de El Salvador.

Romeu Zema, por sua vez, batiza seu programa de “Plano Implacável”. A proposta inclui a privatização de todas as estatais, entre elas Petrobras e Banco do Brasil, a saída do país dos Brics e uma “alternativa à CLT” voltada à desregulamentação do trabalho.

O debate eleitoral também é marcado por conflitos envolvendo Lula, Flávio Bolsonaro, Daniel Vorcaro e investigações relacionadas a diferentes episódios. Nesse ambiente, a discussão sobre planos de governo perde espaço para escândalos, confrontos e conteúdos feitos para circular nas redes sociais.

A defesa de políticas públicas apresentada no campo progressista parte de outra definição: ações estatais construídas a partir das demandas populares e organizadas em programas concretos. Nessa visão, direitos não são favores governamentais, mas conquistas que precisam se transformar em instituições, serviços e medidas verificáveis.

Texto produzido pela Redação Horizonte Leve com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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