Juiz de Fora, Sábado, 3 de outubro de 2026
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Jovens organizadas apontam impactos e desafios políticos em quatro países latino-americanos

Militantes da Argentina, Colômbia, Honduras e Chile relatam medidas de seus governos e defendem organização popular nos territórios.

Militantes estudantis e de movimentos populares da Argentina, Colômbia, Honduras e Chile defendem a reorganização da base social diante de medidas que, segundo elas, reduzem direitos, enfraquecem políticas públicas e atingem trabalhadores. Entre os relatos estão cortes em subsídios, paralisação de obras de saúde, conflitos por terras, criminalização de movimentos e redução de impostos para grandes empresas.

Na Argentina, Valentina Cabrera, do movimento estudantil, relaciona o governo de Javier Milei ao corte de subsídios, a demissões em massa e ao congelamento de salários. O país enfrenta patamares de inflação superiores a 33%, enquanto os níveis de pobreza aumentam.

A militante também critica a concentração de poderes atribuída ao governo e a eliminação dos ministérios do Meio Ambiente e das Mulheres e Diversidades. Ela afirma que Milei se manifestou em Davos contra mulheres, diversidades e corpos racializados, além de acusá-lo de adotar posições racistas e misóginas.

“O modelo de Milei fracassa concretamente”, diz Cabrera. Para ela, as políticas do governo não distribuem riqueza e entregam terras, salários e corpos ao capital estrangeiro e ao mercado internacional.

Conflitos e oposição na Colômbia

Na Colômbia, a chegada à Presidência de Abelardo de la Espriella preocupa organizações estudantis. Karen Arteaga, militante do Congreso de los Pueblos, afirma que o novo governo representa um desafio depois de um período de avanços progressistas.

Arteaga questiona a falta de histórico de De la Espriella na gestão pública e menciona sua associação, segundo ela, com grupos armados, o paramilitarismo, pessoas envolvidas no narcotráfico e a vitimização de mulheres.

A militante defende a retomada da mobilização, da defesa dos direitos humanos, dos diálogos, dos debates e do pensamento crítico. Na avaliação dela, esse processo deve formar uma oposição ao governo e recuperar a capacidade de organização construída durante o período da esquerda de Gustavo Petro.

A colombiana também atribui importância ao uso da inteligência artificial nas eleições. Segundo Arteaga, a ferramenta contribuiu para um ambiente de notícias falsas e posições contrárias que prejudicaram o diálogo do governo de esquerda com a população e estimularam conflitos entre as pessoas.

Saúde, terras e medidas econômicas

Em Honduras, Sinia Rápalo, do Movimento Estudantil Revolucionário Lorenzo Zelaya, relata impactos do governo de Nasry Asfura, conhecido como Tito Asfura. Entre as medidas citadas está a paralisação das obras de sete hospitais que estavam em construção.

Rápalo também afirma que uma nova lei permite o confisco de terras ocupadas por camponeses. Para a militante, a medida agrava conflitos e favorece grandes empresas do setor agropecuário. “Nestes quatro anos vai ser ainda pior”, afirma, ao avaliar os efeitos iniciais da gestão.

No Chile, Camila Jara, militante do povo Mapuche, denuncia retrocessos em direitos conquistados e a criminalização da organização popular durante a gestão de José Antonio Kast.

Ela cita um projeto chamado Lei de Segurança do Estado, que, conforme seu relato, permitiria ao Poder Executivo vistoriar celulares, impedir encontros com determinadas pessoas, abrir investigações e prender indivíduos.

Jara também critica uma reforma que os movimentos sociais chamam de megareforma dos super-ricos. Segundo ela, a proposta reduz impostos de grandes corporações internacionais.

Mensagem para a juventude brasileira

Com o Brasil em corrida presidencial, as militantes alertam para campanhas de manipulação e sabotagens eletrônicas. Elas defendem a participação da classe trabalhadora nas eleições e a organização permanente nas comunidades.

Para Arteaga, a oposição ao fascismo não deve depender apenas das redes sociais ou da inteligência artificial. A colombiana reivindica a união em torno de interesses coletivos e alerta para discursos de crescimento econômico que, em sua avaliação, facilitam o extrativismo e a invasão estrangeira.

Camila Jara afirma que os direitos populares foram conquistados por meio de disputas nas ruas e não são garantidos de forma permanente. Ela pede mobilização diante de pautas que, segundo seu relato, atingem a dignidade das mulheres.

Cabrera recomenda que a juventude continue se organizando — ou comece a fazê-lo — nas comunidades. Para a militante argentina, a base dos governos populares precisa estar ligada à organização comunitária, enquanto as redes sociais e a sobreinformação não representam a vida real.

A jovem também afirma que a juventude não deve aceitar a ideia de derrota ou impotência diante de circunstâncias adversas. As militantes defendem que a organização coletiva seja o caminho para enfrentar os retrocessos relatados nos quatro países.

Texto produzido pela Redação Horizonte Leve com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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