Juiz de Fora, Sábado, 3 de outubro de 2026
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Instituto Baru amplia acesso a produtos orgânicos e fortalece pequenos produtores

Espaço no Butantã reúne alimentos de várias regiões, adota contribuição opcional e planeja atividades culturais para a comunidade.

Uma contribuição opcional no caixa ajuda a manter o Instituto Baru, no Butantã, em São Paulo. O espaço apresenta nas gôndolas o preço sugerido pelos produtores e propõe que o consumidor acrescente 35% ao valor da compra — ou outro montante, para mais ou para menos.

A prestação de contas sobre esse recurso fica exposta atrás do caixa. Edgard Galvão, associado do instituto, afirma que a transparência também inclui informar quanto é pago aos agricultores. A proposta é manter uma relação direta entre quem produz e quem compra, sem intermediários.

Do campo ao bairro

O Baru recebe alimentos orgânicos e agroecológicos de diferentes regiões. Entre os produtos de armazém estão café da Amazônia e baru do Cerrado. Já os itens da feira são fornecidos principalmente por uma cooperativa de São Paulo e por produtores de municípios do entorno, como Ibiúna e Sorocaba.

A iniciativa começou em 2018, quando pais de uma escola pública da região se organizaram para comprar alimentos saudáveis. Com o tempo, o instituto passou a reunir consumidores, agricultores familiares e assentados da reforma agrária.

O engenheiro aposentado Vanderlei Garcia está entre os frequentadores. Ele conta que passou a fazer compras semanais no local depois de encontrar preços que considerou razoáveis, especialmente no setor de hortifruti. A mulher dele é vegetariana, e a família consome principalmente produtos vegetais.

A produtora Lia Gois de Moura cultiva em Parelheiros, na zona sul de São Paulo, e compartilha práticas aprendidas com a mãe, de origem indígena. Entre os métodos citados estão o uso de caldas de arruda, alho e pimenta para afastar insetos, além do cultivo consorciado de coentro e couve. Lia também fez um curso pelo Instituto Biodinâmico (IBD).

Apoio à produção

Para Everton Bezerra de Oliveira, do Instituto Terra Viva, agricultores vêm mudando a forma de produzir e demonstrando maior interesse pelos orgânicos. Ele afirma que esse modelo envolve não apenas o alimento, mas também a preservação da qualidade da água e do solo e o uso menor de insumos.

O instituto pretende estreitar a cooperação com os fornecedores, inclusive com ações de formação e apoio logístico. Oliveira aponta a logística como um dos principais obstáculos para o pequeno agricultor e defende políticas públicas voltadas à produção orgânica e agroecológica.

“Quando a gente fala de política pública, a gente entende que o Estado precisa participar desse processo”, diz Oliveira. Para ele, a produção ainda não ocorre em escala suficiente e exige custos elevados para alcançar qualidade.

Novos usos para o espaço

O Baru recebe, em média, duzentas pessoas por dia. Juliana Mari Giovanardi, uma das fundadoras, afirma que o instituto quer se tornar também um polo cultural, com música, arte, dança, bem-estar, aulas de ioga e cinema.

O espaço já realizou uma sessão noturna de cinema e pretende retomar os saraus na primeira quarta-feira do mês, com microfone aberto. A intenção é ampliar a convivência com a comunidade do bairro sem deixar de fortalecer os vínculos com os produtores.

Texto produzido pela Redação Horizonte Leve com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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