Juiz de Fora, Sábado, 3 de outubro de 2026
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Lula troca debate por entrevista no Flow e pode alcançar indecisos, avalia analista

Paulo Roberto de Souza considera que o podcast oferece um ambiente mais controlado, mas ainda vê vantagens na presença de Lula no debate.

A participação de Luiz Inácio Lula da Silva em uma entrevista no Flow Podcast, no mesmo horário do debate desta quinta-feira (1º) na Globo, pode ajudá-lo a alcançar eleitores indecisos. A avaliação é do cientista político Paulo Roberto de Souza, que, apesar disso, mantém a opinião de que seria positivo o candidato comparecer ao debate.

A decisão de não participar não foi consensual dentro do PT. O presidente do partido, Edinho Silva, e o marqueteiro Sidônio Palmeira defendiam que a presença de Lula poderia ser vantajosa. Lula, porém, sinalizou que preferia se ausentar, com incentivo da primeira-dama, Janja.

Souza considera que o debate teria um formato previsível e avalia que os principais adversários de Lula seriam Flávio Bolsonaro e Caiado. Na análise dele, a ausência de Romeu Zema e a postura atribuída a Augusto Cury deixariam o confronto mais concentrado nesses nomes.

“Eu acho que seria um ambiente mais interessante para o Lula participar”, afirmou o cientista político. Ao mesmo tempo, ele ressaltou que o Flow não é um podcast qualquer e que a entrevista pode ser uma escolha estratégica por permitir maior controle sobre o ambiente e a condução da conversa.

O analista também apontou limitações do modelo de debates no Brasil. Segundo ele, a falta de um sistema mínimo de checagem de fatos dificulta a resposta a declarações consideradas distorcidas e favorece cortes para as redes sociais, marcados pelo antagonismo e pela exposição dos candidatos.

Como exemplo, Souza citou a crise envolvendo Nossa Senhora Aparecida. Na ocasião, Flávio teria escolhido participar de um podcast católico em vez de aparecer na mídia de referência. Para o cientista político, a experiência ajuda a explicar por que uma entrevista pode ser usada para buscar votos de eleitores ainda indecisos.

Na avaliação de Souza, Flávio deve adotar um tom mais moderado no debate, diante do aumento dos escândalos associados a seu nome nos últimos dias. A estratégia seria se afastar da imagem do pai e tentar se aproximar de eleitores moderados, preservando a ideia de um “Flavinho paz e amor”.

O cientista político ainda analisou a disputa no campo conservador. Renan Santos tem feito críticas a Flávio e busca se apresentar como alternativa à direita. Souza afirmou que uma derrota de Flávio poderia ampliar o espaço político de Renan e também beneficiar Tarcísio de Freitas.

A ausência de Renan Santos no debate foi ratificada pela ministra do STF Cármen Lúcia. Para Souza, se estivesse no programa, Renan provavelmente partiria para o confronto direto com Flávio Bolsonaro.

Texto produzido pela Redação Horizonte Leve com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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