RIO DE JANEIRO — Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pediu mobilização dos eleitores com mais de 70 anos e dos apoiadores na reta final da campanha. Durante uma passeata no centro do Rio de Janeiro, nesta sexta-feira (2), o presidente e candidato à reeleição afirmou que espera definir a disputa presidencial no 1º turno, marcado para domingo (4).
Lula disse que é necessário conversar com pessoas nessa faixa etária, que não são obrigadas por lei a votar. Na avaliação do candidato, quem participou da reconstrução da democracia após o golpe militar de 1964 deve ser incentivado a comparecer às urnas para defender o Estado Democrático de Direito.
“Uma pessoa de 70 anos tem neto, bisneto, filhos, e precisa votar para garantir a democracia nesse país”, afirmou Lula. Ele também pediu empenho para a eleição de senadores, deputados e deputadas estaduais e federais do campo progressista e declarou que não gostaria de ver a extrema direita eleger nenhum senador.
Passeata no centro do Rio
No início da tarde, uma multidão acompanhou o carro de Lula no percurso entre a Igreja da Candelária e a Cinelândia. Participaram do ato Benedita da Silva (PT) e Pedro Paulo (PSD), candidatos ao Senado, além de Eduardo Cavaliere (PSD), prefeito do Rio, e Rodrigo Neves (PDT), prefeito de Niterói.
Ao mencionar o adversário Flávio Bolsonaro (PL), Lula citou episódios que classificou como escândalos recentes. Entre as declarações, afirmou que uma pessoa que ocupou o cargo de senador da República teria defendido um policial que matou uma menina de 5 anos de idade. Também disse que a disputa envolve a consolidação da democracia.
Comentário sobre podcast
Lula ainda falou sobre a entrevista concedida ao podcast Flow na quinta-feira (1º). O programa seria transmitido no mesmo horário do debate presidencial na TV Globo, mas foi cancelado pela emissora depois da desistência de Flávio Bolsonaro.
Segundo Lula, a transmissão alcançou mais de 1,5 milhão de espectadores simultâneos no Youtube. “O podcast que eu participei teve mais audiência que a novela”, disse o presidente, ao criticar o que chamou de influência dos meios de comunicação.







