Juiz de Fora, Sábado, 3 de outubro de 2026
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Mensagens de ex-sócio expõem crise envolvendo Flávio Bolsonaro

Acervo reúne mensagens, áudios, fotos e documentos sobre disputa financeira, festas privadas, presentes de luxo e tratativas no STF.

Dossiê de ex-sócio revela rede de favores, prostituição, orgias, mimos de luxo e pressões contra Flávio Bolsonaro

Um acervo reunido pelo empresário Alexandre Ferreira Dias Santini, ex-sócio de Flávio Bolsonaro na chocolateria Kopenhagen do BarraShopping, registra uma crise que envolveu relações pessoais, despesas pagas por aliados, festas privadas e articulações relacionadas a processos no Supremo Tribunal Federal (STF).

A parceria comercial e pessoal entre Santini e o senador começou no começo dos anos 2000 e terminou após as eleições de 2022. O conflito teve como foco o encerramento da loja Bolsotini Chocolates e Café Ltda. Santini passou a cobrar de Flávio um acerto de R$ 1,4 milhão. O estabelecimento havia sido investigado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro no caso das “rachadinhas”, posteriormente arquivado na Justiça.

Entre as mensagens guardadas pelo ex-sócio estão combinações de encontros em hotéis de luxo no Rio de Janeiro, incluindo o Grand Hyatt, com diárias de R$ 3 mil. O material também foi apresentado à esposa do senador, a dentista Fernanda Bolsonaro, durante o período de maior tensão entre os antigos parceiros.

Em uma mensagem enviada a Santini, Flávio pediu que ele se afastasse da família e afirmou ter se arrependido de escolhas do passado. “Me arrependi, de verdade, de muitas escolhas erradas que fiz na vida e não vou errar nunca mais com a minha família”, escreveu o senador. Santini respondeu que a mensagem poderia ter sido enviada à pessoa errada.

O conjunto inclui ainda registros sobre despesas atribuídas a pessoas próximas do parlamentar. O advogado Alan Belaciano aparece associado ao pagamento de equipamentos para a academia da residência de Flávio em Brasília, em valor superior a R$ 90 mil, e à compra de um relógio Rolex Submariner Date em ouro branco por R$ 305 mil, em fevereiro de 2022. Segundo os registros, o relógio foi comprado em nome do advogado e destinado ao senador. Flávio já havia dito que os equipamentos foram obtidos por meio de um empréstimo pessoal e classificou acusações de chantagem como “infundadas”.

Disputa termina após mensagem sobre o STF

As mensagens também citam Fabrício Queiroz e Frederick Wassef. Em uma conversa, Wassef atribuiu a um habeas corpus de sua autoria, de número 201965, a anulação de relatórios de inteligência financeira e de atos do Coaf. Santini respondeu que o poder havia seduzido e levado Flávio a perder o controle.

No final de 2023, Santini escreveu ao senador dizendo ter conhecimento de tratativas sobre processos em andamento no STF. A mensagem mencionou o ministro Kassio Nunes Marques e reuniões com interlocutores de seu gabinete. “Você falou diretamente com o Kassio Nunes e intermediou um cliente em um processo para tratarem disso”, escreveu o ex-sócio.

Depois do aviso, Flávio respondeu: “Terça às 15:00 no meu gabinete, ok”. O encontro terminou em um acordo, encerrando as cobranças públicas e os litígios. Atualmente, a disputa está encerrada, e Santini voltou a manifestar apoio político ao parlamentar nas redes sociais.

Texto produzido pela Redação Horizonte Leve com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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