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Panela romana reúne nomes de quatro fortes da Muralha de Adriano

Achada em Staffordshire, peça do século 2 combina inscrição militar, esmalte colorido e possíveis pistas sobre seu antigo proprietário.

Uma pequena panela de bronze encontrada perto de Ilam, em Staffordshire, preserva os nomes de quatro fortes da Muralha de Adriano. O recipiente, produzido no século 2, foi localizado por detectoristas em 2003, a mais de cem quilômetros ao sul da fronteira romana, e pode ter pertencido a um soldado chamado Draco.

Conhecida como Panela de Staffordshire Moorlands, a peça perdeu a base e o cabo, mas ainda mantém uma faixa decorativa com esmaltes turquesa, azul, vermelho e amarelo. O objeto mede cerca de 9 centímetros na abertura, tem 4,7 centímetros de altura e pesa 132,5 gramas. Uma área de solda indica onde o cabo ficava preso.

Uma lista de fortes no bronze

O Museu Britânico classifica o recipiente como uma trulla de liga de cobre, utensílio que podia servir ou aquecer líquidos. Ao redor da borda, a inscrição apresenta os nomes MAIS, COGGABATA, VXELODVNVM e CAMMOGLANNA. Eles correspondem a Bowness-on-Solway, Drumburgh, Stanwix e Castlesteads, no setor oeste da Muralha de Adriano.

A ordem acompanha a linha da fronteira e dá à peça a aparência de um roteiro geográfico. Não há estradas nem distâncias desenhadas, mas o bronze conserva grafias latinas de quatro postos militares. A inscrição também inclui a expressão rigore vali e palavras relacionadas ao muro, além de Aelius Draco ou Draco. Aelius era o nome familiar associado ao imperador Adriano, enquanto Draconis pode indicar o proprietário, o encomendante ou o fabricante.

A panela é frequentemente interpretada como uma lembrança de serviço ou de passagem pela fronteira. Outros recipientes, como a Taça de Rudge e a Frigideira de Amiens, também enumeram fortes da muralha. Ainda assim, não existe uma inscrição afirmando que a peça foi comprada em uma loja de lembranças. O termo souvenir é uma analogia moderna para um objeto que pode ter expressado memória, pertencimento ou orgulho.

O destino do achado

A panela não se enquadrou automaticamente na definição legal de tesouro quando foi encontrada. A Treasure Act de 1996 concentrava os critérios em metais preciosos, conjuntos monetários e associações específicas, enquanto o recipiente era feito de liga de cobre.

Em 2005, o Museu Britânico, o Potteries Museum and Art Gallery e a Tullie House Museum compraram a peça em conjunto, com apoio de 112,2 mil libras do Heritage Lottery Fund. A aquisição manteve o objeto disponível ao público e aos pesquisadores.

A inscrição esclarece quais fortes estão representados, mas não resolve a história completa da panela. Draco pode ter sido o dono, o fabricante ou a pessoa homenageada. Também não se sabe onde o recipiente foi produzido, por que chegou a Staffordshire nem em que circunstâncias foi perdido ou depositado.

A peça, associada a uma muralha que atravessava 117 quilômetros do norte da Britânia, funciona como um mapa apenas em sentido figurado: reúne quatro fortes, uma fronteira e talvez um nome pessoal em um utensílio que podia ser segurado.

Texto produzido pela Redação Horizonte Leve com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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