Juiz de Fora, Sábado, 3 de outubro de 2026
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Peixe raro ganha novos santuários para escapar de predador na Tasmânia

Transferências para riachos protegidos e barreiras físicas tentam recuperar populações do Galaxias fontanus, ameaçado pela truta-marrom.

Populações do peixe Galaxias fontanus começaram a se reproduzir depois de serem transferidas para riachos protegidos contra a truta-marrom. A estratégia é usada por biólogos para preservar os remanescentes do chamado Swan galaxias, espécie ameaçada pela presença do predador europeu nos cursos de água da ilha.

Os novos refúgios ficam em trechos onde as trutas não conseguem chegar. Barreiras estruturais bloqueiam a subida dos peixes até as nascentes, enquanto equipes de manejo acompanham continuamente a reprodução dos grupos transferidos. O trabalho inclui a escolha de áreas livres de predadores invasores, a instalação das barreiras e o monitoramento biológico.

Uma população restrita

Cerca de seis mil indivíduos do Swan galaxias ainda vivem na natureza. A espécie está confinada a pequenos riachos do leste da Tasmânia e enfrenta isolamento reprodutivo e perda gradual de seus territórios ancestrais.

A pressão das trutas reduziu o espaço disponível para o peixe nativo nas áreas abertas dos rios. Populações residuais foram preservadas apenas em cabeceiras acima de desníveis geográficos. Segundo as informações do programa de proteção, esses grupos continuam sujeitos à baixa diversidade genética e às oscilações climáticas.

A truta-marrom chegou à Tasmânia em 1864, quando ovos foram levados da Inglaterra para estimular a pesca esportiva. Depois da soltura, o peixe carnívoro se espalhou pelos cursos de água. A espécie Salmo trutta alcançou quase todas as bacias hidrográficas locais em poucas décadas e passou a ocupar ambientes antes usados pela fauna nativa.

Manejo e rastreamento

A organização regional NRM South e o Inland Fisheries Service conduzem as ações de resgate. As entidades fazem expedições para capturar exemplares, avaliar as condições ecológicas e aplicar técnicas de manejo nas bacias hidrográficas.

Além da translocação de grupos saudáveis, os especialistas usam rastreamento genético para localizar populações remanescentes. Também avaliam a viabilidade de programas de reprodução em cativeiro, mantêm as barreiras contra predadores e envolvem parceiros científicos na proteção da biodiversidade regional.

A experiência mostra os efeitos prolongados da introdução de espécies exóticas para a pesca esportiva. Para proteger o Swan galaxias, o programa combina refúgios, acompanhamento contínuo e medidas para impedir que novas trutas alcancem áreas vulneráveis.

Texto produzido pela Redação Horizonte Leve com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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