A escolha espontânea para o governo de Pernambuco divide os eleitores em três grupos principais: João Campos (PSB) e Raquel Lyra (PSD) aparecem com 30% cada, enquanto 29% ainda estão indecisos ou não sabem responder. Outros candidatos somam 3%, e 8% afirmam votar em branco ou nulo.
O levantamento Real Time Big Data também mostra que, quando os nomes dos candidatos são apresentados, Campos chega a 45% e Lyra fica com 43%. O resultado configura empate técnico, embora o ex-prefeito do Recife mantenha vantagem numérica. O percentual de Campos oscilou um ponto para cima em relação à pesquisa anterior, enquanto a governadora repete o índice registrado nos últimos quatro levantamentos, ao longo de um mês e meio.
Cenários de primeiro e segundo turnos
Com a retirada dos votos brancos e nulos e dos eleitores indecisos, João Campos alcança 48% dos votos válidos, contra 46% de Raquel Lyra. Ivan Moraes (Psol) e Renan Hallais (Missão) aparecem empatados em terceiro lugar, com 2% cada. Camila Falcão (UP), Guilherme Fonseca (PSTU) e Victor Assis (PCO) somam 1%.
Na simulação de segundo turno, Campos registra 46%, equivalente a 51% dos votos válidos, enquanto Lyra tem 45%, ou 49% dos válidos. Nesse cenário, 5% dos entrevistados estão indecisos e 4% optam por branco ou nulo. Os resultados do primeiro turno não indicam definição da disputa nessa etapa.
Diferenças por perfil e região
Raquel Lyra aparece à frente entre os homens, com 43%, contra 39% de João Campos. Entre as mulheres, Campos marca 50%, e a governadora, 43%.
O ex-prefeito tem vantagem no Recife, onde registra 57% contra 34%, e na região metropolitana, com 47% a 37%. Lyra supera Campos na Zona da Mata, por 46% a 42%; no Sertão, por 50% a 43%; no Agreste, por 49% a 39%; e no Sertão do São Francisco, por 60% a 39%.
A rejeição também mantém os dois principais nomes próximos: Raquel Lyra é citada por 42% dos entrevistados, enquanto João Campos aparece com 39%. Renan Hallais e Ivan Moraes têm 34% cada. Camila Falcão, Guilherme Fonseca e Victor Assis registram 22% cada.
Perfil dos indecisos e votos inválidos
A pesquisa aponta 7% de indecisos e 8% de votos brancos ou nulos entre eleitores com mais de 60 anos. Na faixa de 35 a 59 anos, os dois índices ficam em 2%. Entre jovens de 18 a 34 anos, são 3% de indecisos e 3% de brancos e nulos.
Por renda, eleitores com ganhos acima de R$ 8,1 mil concentram 8% de votos brancos ou nulos e 3% de indecisos. No grupo com renda de até R$ 3,2 mil, os indecisos são 4%, e os votos brancos ou nulos, 3%. Entre aqueles que recebem de R$ 3,3 mil a R$ 8 mil, os índices são de 3% e 2%, respectivamente.
O levantamento foi feito com 1.600 eleitores pernambucanos, entrevistados entre 23 e 26 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa foi encomendada pela TV Record e está registrada sob o número PE-06087/2026 no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).







