Juiz de Fora, Sábado, 3 de outubro de 2026
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PF aponta repasses de mais de R$ 10 milhões a aliados de Bolsonaro

Planilhas apreendidas na Operação Unha e Carne relacionam valores a políticos e aliados no Rio de Janeiro, segundo a Polícia Federal.

Planilhas da PF ligam cúpula do bicho a R$ 10 mi para bolsonaristas
Foto: Divulgação/Eliane Carvalho/Governo do Rio de Janeiro

Planilhas apreendidas pela Polícia Federal na Operação Unha e Carne relacionam mais de R$ 10 milhões a aliados do clã Bolsonaro. Os documentos foram encontrados com Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho, apontado nas investigações como integrante da cúpula do jogo do bicho e do contrabando de cigarros no Rio de Janeiro.

A operação apura a atuação de organizações criminosas dentro do poder público fluminense. Segundo a Polícia Federal, a contabilidade paralela registra mais de R$ 29 milhões em pagamentos destinados a pelo menos 61 políticos e partidos.

Valores atribuídos nas planilhas

Entre os nomes citados estão o ex-governador Cláudio Castro (PL), associado a R$ 3,63 milhões, e Rodrigo Bacellar (União Brasil), ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), relacionado a R$ 5,43 milhões sob o codinome “Barba”.

Também aparecem o deputado federal Hélio Lopes (PL), com R$ 323,2 mil; o ex-diretor da Abin Alexandre Ramagem (PL), com R$ 91,8 mil; e o ex-secretário estadual Gutemberg Fonseca (PL), associado a R$ 727,9 mil.

As apurações indicam que Adilsinho foi detido em investigações sobre o mercado ilegal de cigarros e apostas. As movimentações financeiras analisadas alcançaram R$ 5 bilhões entre 2015 e 2024. Os relatórios apontam que a distribuição dos recursos buscava garantir suporte e proteção política no estado.

As investigações também descrevem a proximidade entre os citados e grupos de apoio a Jair Bolsonaro no Rio de Janeiro. Segundo a Polícia Federal, esse grupo teve papel na sustentação do governo de Cláudio Castro após o impeachment de Wilson Witzel.

Negativas

As defesas e os citados negam irregularidades ou o recebimento de valores ilícitos. Cláudio Castro nega que tenha recebido qualquer pagamento e afirma que as despesas de campanha foram registradas e aprovadas pela Justiça Eleitoral.

Rodrigo Bacellar nega os repasses e diz que nunca foi chamado de “Barba”. Hélio Lopes afirma não reconhecer os valores nem a anotação atribuída a seu nome. Gutemberg Fonseca declarou: “Não conheço e nunca estive com Adilsinho.”

A defesa de Alexandre Ramagem não foi localizada. O ex-diretor da Abin foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 16 anos e 1 mês de prisão por envolvimento em tentativas de desestabilização democrática e está foragido nos Estados Unidos. Gutemberg Fonseca também teve conversas interceptadas em negociação de favores com lideranças do Comando Vermelho, segundo as apurações.

Texto produzido pela Redação Horizonte Leve com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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