A lavanda pode ficar lenhosa e perder vitalidade no centro quando hastes antigas se acumulam e bloqueiam a luz. Com pouca ventilação, as folhas internas morrem, enquanto as extremidades ainda mantêm folhagem viva. A umidade presa entre os caules também favorece o surgimento de fungos e deixa a estrutura mais fragilizada.
A poda de limpeza deve começar pela identificação das partes realmente secas. Retire apenas os galhos sem folhas ativas e sem nós verdes, preservando pequenas folhas logo abaixo do ponto de corte. Elas ajudam a manter a possibilidade de novas ramificações verdes.
O cuidado principal é não avançar demais sobre a madeira velha, acinzentada e endurecida na base. Cortes profundos nessa região raramente resultam em novos brotos e podem comprometer a estrutura da planta. Por isso, a intervenção deve ser leve e concentrada nas hastes secas visíveis.
Depois da remoção, afastar suavemente os ramos laterais cria passagem para o ar. Esse espaço reduz a retenção de umidade, ajuda a diminuir o risco de podridão na base dos ramos lenhosos e permite que os raios solares alcancem áreas antes sombreadas. A luz também pode estimular gemas adormecidas e favorecer o surgimento de brotos no centro do arbusto.
A manutenção depende de observações regulares. Verificar os galhos permite retirar partes secas antes que elas sufoquem o miolo. Também é importante manter a superfície da terra livre de detritos caídos, pois o material acumulado pode apodrecer e prejudicar o ambiente das novas brotações.
Além das podas leves, o vaso deve receber bastante luz solar diária e contar com solo muito bem drenado. Esses cuidados ajudam a conservar o interior arejado, a estrutura firme e o viço da lavanda por anos.







