Milhares de pessoas ocupam a geleira Khumbu durante a primavera, quando estruturas temporárias são montadas para atender visitantes, alpinistas e equipes de apoio que seguem em direção ao Everest. A presença humana transforma a área em uma espécie de cidade temporária instalada sobre blocos de gelo milenares.
O consumo de combustíveis fósseis para aquecimento, preparo de alimentos e outras necessidades do acampamento gera energia térmica. Pesquisadores calcularam que o calor produzido por gás e querosene contribui para o derretimento contínuo de neve e gelo na região.
Urina e outras fontes de calor
O descarte diário de milhares de litros de urina também acrescenta energia térmica ao ambiente. Cálculos científicos indicam que esse volume líquido tem capacidade de derreter toneladas métricas de cristais congelados. O efeito se soma ao calor liberado pelos combustíveis usados nas tendas e por outras atividades do acampamento.
O aquecimento global continua sendo apontado como o principal fator da perda de massa glacial. Ainda assim, a concentração temporária de pessoas e equipamentos cria focos locais de calor na área alpina. Barracas, fogareiros e geradores funcionam como fontes adicionais de energia térmica, alterando o equilíbrio natural do solo congelado.
O transporte de suprimentos pesados e a operação constante de geradores elétricos ampliam a pressão sobre o ecossistema. O fluxo de pessoas e equipamentos também afeta as vias de acesso e as áreas de acampamento.
Entre os fatores associados ao impacto estão o consumo elevado de combustíveis fósseis para aquecimento, o grande volume diário de resíduos biológicos e o trânsito de barracas e equipamentos pesados.
Autoridades locais buscam regras mais rígidas para controlar os efeitos das expedições. A conscientização dos visitantes também é apresentada como parte das ações necessárias para reduzir os danos e preservar a geleira Khumbu.







