A atuação dos Estados Unidos sobre o Brasil inclui tarifas, sanções e pressão diplomática, em uma estratégia que também se relaciona à disputa eleitoral brasileira. A candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) é vista como uma via de interesse para os objetivos estratégicos do governo de Donald Trump.
O tema foi discutido por Lucas Estanislau, coordenador de jornalismo, e André Lucena, repórter de internacional, em uma conversa realizada na última segunda-feira (7). Entre os assuntos abordados estiveram as medidas adotadas por Washington e o cenário político dentro dos Estados Unidos.
Soberania e pressão sobre o Brasil
A palavra soberania ganhou força no campo progressista brasileiro porque o país passou a ser alvo direto de ações do governo norte-americano. Ao mesmo tempo, os jornalistas destacaram a presença de bandeiras dos Estados Unidos e de Israel, além de fotografias de Trump, em atos bolsonaristas.
Entre as medidas citadas estão o tarifaço, as sanções ao ministro Alexandre de Moraes e as ameaças de derrubada do Pix. Também foram mencionadas as classificações do PCC e do Comando Vermelho como organizações “narcoterroristas”.
Na avaliação apresentada durante a conversa, esse conjunto de ações faz parte da tentativa do governo Trump de conter o avanço do poderio econômico da China.
Cenário político nos Estados Unidos
A aprovação do governo Trump está em queda, segundo a análise feita na conversa. Esse cenário pode abrir espaço para a renovação do Partido Democrata e influenciar diretamente as eleições de meio de mandato, marcadas para o próximo dia 3 de novembro.
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