Ranhuras atravessadas na pista podem aparecer antes de curvas, cruzamentos, áreas de obras e outros trechos que exigem atenção. Conhecidas como faixas sonoras ou bandas sonoras, elas provocam ruído e vibração quando os pneus passam por sua superfície, funcionando como um alerta físico para o motorista.
A instalação ocorre em pontos onde pode haver mudança na condução ou risco de o motorista não perceber o que vem adiante. O contato dos pneus com as cavidades cria uma sequência de pequenos impactos, sentida dentro do veículo e acompanhada por um som característico. A intenção é interromper momentaneamente a desatenção e incentivar a redução da velocidade ou um cuidado maior com a direção.
A Federal Highway Administration (FHWA), órgão responsável por programas de segurança viária nos Estados Unidos, também reconhece o uso de faixas sonoras longitudinais. Elas ficam próximas às linhas laterais ou centrais da pista e servem para alertar quando o veículo começa a sair involuntariamente da faixa de circulação. Esse recurso é considerado uma contramedida para situações de distração, sonolência ou desatenção.
Contribuição para a segurança
Estudos reunidos pela FHWA indicam que as faixas sonoras podem contribuir para diminuir acidentes ligados à saída involuntária da pista. As instaladas no centro da estrada foram associadas à redução de colisões de frente e de acidentes com feridos em diferentes tipos de rodovia. As faixas laterais também apresentaram redução em determinados acidentes de saída de pista.
O dispositivo, porém, não age sozinho. Ele não substitui placas, sinalização horizontal, iluminação adequada nem a atenção de quem dirige. Também não corrige uma trajetória quando o veículo deixa a pista de forma brusca. O benefício tende a ser maior quando o deslocamento ocorre gradualmente, permitindo que o motorista perceba o aviso e ajuste a direção.
A instalação ainda precisa considerar o ruído produzido fora do veículo. A passagem frequente dos pneus pode incomodar moradores, especialmente em curvas, locais com muitos caminhões ou trechos de uso intenso. Por isso, a escolha do ponto deve levar em conta o tipo de estrada, o histórico de acidentes, o espaço disponível e as características do entorno.







