Juiz de Fora, Sábado, 3 de outubro de 2026
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Relatório da PF questiona uso de fundo no financiamento de “Dark Horse”

Documento aponta que o Havengate ficou inoperante até receber US$ 2.000.000 ligados à produção do filme sobre Jair Bolsonaro.

Relatório da PF sobre “Dark Horse” contraria versão de Flávio

O relatório da Polícia Federal sobre o financiamento de “Dark Horse”, cinebiografia de Jair Bolsonaro, aponta divergências em relação à versão apresentada pelo senador Flávio Bolsonaro. O documento afirma que o fundo norte-americano Havengate ficou inoperante por quase 4 anos antes de receber recursos ligados à produção.

O Havengate foi criado em 2020, nos Estados Unidos. Conforme o relatório, o fundo recebeu a primeira remessa em 13 de fevereiro de 2025, no valor de US$ 2.000.000. O dinheiro partiu da Entre Investimentos, que, segundo as investigações, fez repasses de Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master.

“O fundo permaneceu juridicamente ativo, mas operacionalmente inerte por quase 4 anos”, afirma o documento. A Polícia Federal registra que a estrutura não tinha atividade pública identificada até a transferência destinada ao filme.

Flávio Bolsonaro havia declarado que o Havengate era um fundo exclusivo criado para viabilizar a produção. O relatório, porém, menciona que a estrutura tinha sido originalmente criada para fins imobiliários e estava sem operação imobiliária ativa antes de ser reativada.

Para a PF, a mudança de finalidade reforça a necessidade de verificar se o perfil do veículo financeiro era compatível com a destinação informada para os recursos.

Administração e recursos nos Estados Unidos

O fundo é administrado por Paulo Calixto, advogado de imigração de Eduardo Bolsonaro. Flávio afirmou que a escolha ocorreu porque Calixto era uma pessoa de confiança do irmão e negou que os recursos tivessem beneficiado Eduardo nos Estados Unidos.

Entre os arquivos cujo sigilo foi retirado há uma manifestação da Procuradoria-Geral da República. O documento diz que Eduardo Bolsonaro “orientou” os recursos nos Estados Unidos.

As investigações foram tornadas públicas depois que o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, retirou o sigilo na 6ª feira (11.set.2026). Flávio Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro foram procurados para comentar o relatório, mas não responderam até a publicação das informações.

Texto produzido pela Redação Horizonte Leve com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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