Juiz de Fora, Sábado, 3 de outubro de 2026
Viver bem, todos os dias
Brasil

Renan Santos propõe limitar poderes do STF e afastar dois ministros

Candidato do Missão defendeu mudanças na Corte, incluindo o fim das decisões monocráticas e de julgamentos de parlamentares pelo Supremo.

Em meio à crise, Renan retoma proposta de reforma que limite poderes do STF
Foto: Divulgação/Campanha Renan Santos

O candidato à Presidência da República pelo Missão, Renan Santos, voltou a defender uma reforma no Supremo Tribunal Federal (STF) e reafirmou, nesta quinta-feira (17), a posição pelo afastamento dos ministros Alexandre Moraes e Dias Toffoli.

Durante agenda em Chapecó, em Santa Catarina, o coordenador do Movimento Brasil Livre (MBL) apresentou mudanças que, na avaliação dele, reduziriam a atuação da Corte. Entre as propostas estão retirar dos ministros o poder de julgar deputados e senadores, acabar com decisões monocráticas e criar um filtro para os processos enviados ao Tribunal.

Renan também propôs extinguir a possibilidade de escritórios de advocacia ligados a familiares de integrantes do STF. Ele classificou essa prática como “absurdo” e afirmou que o enxugamento do Judiciário diminuiria a interferência de setores privados e públicos.

“Isso vai retirar boa parte do poder do STF de fazer negócios e ter poder sobre os demais Poderes”, disse o candidato a repórteres. Segundo ele, a Corte deveria ficar restrita à função constitucional.

Críticas aos ministros

As declarações ocorrem em meio ao aumento de críticas e questionamentos sobre o Supremo, após a crise institucional dos últimos dias. O cenário inclui acusações envolvendo Alexandre de Moraes e André Mendonça.

Mendonça enviou um pedido de investigação contra Moraes por relações com Daniel Vorcaro, do extinto Banco Master. A conduta de Moraes durante a apuração também passou a ser questionada no Tribunal.

Questionado sobre a possibilidade de ministros votarem em processos que tratam da própria condenação, Renan chamou a situação de “caso muito bizarro”. Para o candidato, os integrantes do Supremo não estão acima da lei, e a participação em casos que os envolvam pode afetar a situação institucional do país.

Renan afirmou ainda que, quando ministros atuam em situações que podem configurar ilegalidade, a conduta interfere no sistema normativo brasileiro e na ideia de Estado Democrático de Direito.

Texto produzido pela Redação Horizonte Leve com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Receba nossa newsletterUma seleção diária, direto na sua caixa de entrada.

As mais lidas

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5