O candidato à Presidência Renan Santos (Missão) descartou nesta segunda-feira (21) apoiar Flávio Bolsonaro (PL) em um eventual segundo turno contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A declaração foi dada em entrevista ao SBT News, em meio às discussões sobre as alianças para a disputa presidencial.
Renan também rejeitou qualquer possibilidade de aproximação com a campanha do PL. “Conversa com a turma do Flávio é formação de quadrilha”, afirmou. O candidato disse ainda que não cederia parte de sua campanha para participar de iniciativas ligadas ao senador.
A justificativa apresentada por Renan envolveu imagens de Flávio ao lado do advogado Willer Tomaz e do senador Weverton Rocha (PDT-MA). Os dois são citados nas investigações relacionadas às fraudes no INSS. Tomaz é investigado no caso, e Weverton Rocha também aparece nas apurações.
“Hoje saíram imagens dele participando de um safári com Willer Tomaz e Weverton Rocha, ambos pivôs centrais do escândalo do INSS”, disse Renan. Flávio fez viagens internacionais em 2025 acompanhado de Tomaz, segundo as informações apresentadas na entrevista.
Cenário da disputa
A declaração ocorreu a menos de duas semanas do primeiro turno. Pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira registrou Renan com 3% das intenções de voto. Lula apareceu com 37%, e Flávio, com 33%.
Em uma eventual disputa entre Lula e Flávio, o levantamento apontou 42% para o presidente e 41% para o senador. O resultado é considerado empate técnico diante da margem de erro de dois pontos percentuais.
No mesmo dia, Augusto Cury (Avante) também descartou apoiar Flávio em um eventual segundo turno. Cury afirmou, porém, que não apoiaria Lula.







