Juiz de Fora, Sábado, 3 de outubro de 2026
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Sapo-tartaruga cava de cabeça e se desenvolve dentro do ovo

Anfíbio do sudoeste da Austrália vive em solo arenoso, alimenta-se de cupins e não passa pela fase de girino livre.

O sapo-tartaruga (Myobatrachus gouldii) é um anfíbio do sudoeste da Austrália que passa grande parte da vida sob solos arenosos. Com corpo arredondado, cabeça curta, olhos pequenos e patas dianteiras fortes, ele lembra uma tartaruga sem casco — mas não tem parentesco próximo com esses répteis.

A espécie mede cerca de cinco centímetros e tem pele lisa, membros curtos e corpo largo. A cabeça reduzida se une ao tronco, formando o contorno que deu origem ao nome popular. Seu habitat inclui áreas de vegetação baixa e florestas abertas do sudoeste da Austrália Ocidental, onde o solo facilita a escavação e abriga colônias de cupins, principal alimento do animal.

Ao contrário de muitos sapos escavadores, que usam as patas traseiras e entram no solo de costas, o sapo-tartaruga avança com a cabeça. Ele empurra a areia com os membros anteriores musculosos para abrir túneis e alcançar galerias de cupins. O corpo compacto e a cabeça pequena reduzem a resistência durante o deslocamento por passagens estreitas.

A rotina subterrânea também ajuda o anfíbio a conservar umidade e evitar temperaturas extremas durante longos períodos secos. Chuvas sazonais podem levá-lo à superfície, principalmente no período reprodutivo. Como passa pouco tempo visível, sua presença pode ser ignorada em áreas modificadas.

A reprodução ocorre longe de lagoas. O macho chama debaixo do solo, e o casal permanece em uma câmara escavada que pode ficar próxima de um metro de profundidade. A fêmea deposita ovos grandes e ricos em vitelo, protegidos no interior da terra.

Dentro do ovo, o embrião percorre etapas que, em outras espécies, dariam origem a um girino nadador. Quando eclode, já tem o formato de um pequeno sapo. Esse desenvolvimento direto elimina a fase larval livre e reduz a dependência de poças temporárias, embora a umidade do solo e as condições sazonais continuem essenciais.

A sobrevivência da espécie depende do ambiente subterrâneo. Compactação por veículos, retirada de vegetação, mudanças no regime de fogo e alterações na umidade podem afetar o sapo e suas presas. A conservação do solo, da vegetação nativa e dos ciclos naturais de chuva mantém os abrigos, o alimento e as condições para a reprodução.

Texto produzido pela Redação Horizonte Leve com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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