Juiz de Fora, Sábado, 3 de outubro de 2026
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Vídeo de Paulo Guedes reacende debate sobre bets após MP de Lula

Gravação de 2020 voltou a circular em meio à proibição das apostas de quota fixa e à disputa política sobre os jogos online.

Um vídeo de Paulo Guedes defendendo a liberdade individual para jogos de azar voltou a circular nas redes sociais depois que Luiz Inácio Lula da Silva assinou uma medida provisória para proibir as bets no Brasil. A gravação foi feita durante uma reunião ministerial de 22 de abril de 2020, no governo Jair Bolsonaro.

Na ocasião, Guedes defendia a possibilidade de liberar cassinos físicos como forma de atrair turistas. O então ministro da Economia também argumentava que adultos deveriam decidir como gastar o próprio dinheiro. Damares Alves, que era ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, se opôs à proposta. Guedes respondeu: “Deixa cada um se foder, ô Damares”.

O debate de 2020 estava concentrado na legalização de cassinos físicos, e não especificamente no mercado atual de apostas esportivas e cassinos online. A circulação do vídeo ganhou força durante a campanha de 2026, em meio ao confronto político sobre a proibição das bets.

Medida provisória e reação política

Lula assinou, em 25 de setembro, a Medida Provisória nº 1.394. O texto proíbe apostas de quota fixa, incluindo apostas esportivas e jogos online, e também alcança empresas estrangeiras que direcionem suas operações ao público brasileiro.

A medida prevê um período de transição para o encerramento das plataformas, a devolução de valores pertencentes aos usuários e mecanismos para impedir operações financeiras ligadas às empresas. Também estabelece regras para retirada ou bloqueio de sites e aplicativos. Como medida provisória, produz efeitos imediatos, mas depende do Congresso Nacional para continuar em vigor.

Flávio Bolsonaro criticou a decisão e classificou a iniciativa como “hipócrita, eleitoreira, oportunista”. Em uma transmissão ao lado de Tarcísio de Freitas, o senador concentrou as críticas nos cassinos online, como o chamado Jogo do Tigrinho. Ele afirmou que pretende combater essas plataformas com ferramentas tecnológicas.

Repercussão nas redes e apoio em pesquisa

Levantamento do Instituto Democracia em Xeque registrou aproximadamente 1,33 milhão de menções ao tema nas primeiras 24 horas depois da assinatura da medida. Entre 25 e 28 de setembro, foram contabilizados 2,5 milhões de posts e 40 milhões de interações.

Entre as publicações com posicionamento identificado, 57% eram contrárias à proibição e 43%, favoráveis. Quando considerado o engajamento, porém, os conteúdos favoráveis concentraram 52% das interações, contra 48% dos conteúdos contrários.

Pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada em 23 de setembro mostrou que 75% dos entrevistados apoiavam a proibição das apostas online. Outros 17% discordavam da medida, e 8% não concordavam nem discordavam.

O levantamento ouviu 5.015 adultos entre 17 e 22 de setembro, com margem de erro de um ponto percentual e nível de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-04739/2026.

Perdas financeiras apontadas pelo Comsefaz

Dados do Comitê Nacional de Secretários de Fazenda dos Estados e do Distrito Federal apontam que as famílias brasileiras tiveram perdas líquidas estimadas em R$ 62,5 bilhões com apostas online em 2025. O valor equivale a aproximadamente 0,68% da Renda Nacional Disponível Bruta.

As plataformas de apostas movimentaram quase R$ 351 bilhões por meio de transferências via Pix entre outubro de 2024 e março de 2026. O impacto financeiro das apostas passou a integrar os argumentos de quem apoia a proibição, enquanto os críticos questionam a extinção de um mercado que havia sido regulamentado recentemente.

Texto produzido pela Redação Horizonte Leve com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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