Juiz de Fora, Sábado, 3 de outubro de 2026
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Artesanato feito entre turnos vira principal renda da família de Júlia

Aos 22 anos, Júlia começou produzindo peças em uma mesa pequena e passou a organizar a casa em torno das encomendas.

Artesanato feito entre turnos vira principal renda da família de Júlia

Aos 22 anos, Júlia transformou um trabalho feito nos intervalos entre os turnos na principal fonte de renda da família. No começo, ela produzia bolsas, chaveiros e objetos decorativos apenas para complementar o orçamento e ajudar nas despesas da casa.

A produção começou em uma mesa pequena no quarto, que também era usada para estudar. Com materiais baratos e poucas ferramentas, Júlia cortava tecidos, separava linhas e montava as peças nos períodos em que estava em casa. Durante a semana, trabalhava fora e aproveitava o tempo livre para cuidar das encomendas.

Sem catálogo ou estoque planejado, ela fotografava cada peça com o celular e mostrava o resultado a amigas e colegas de trabalho. Os primeiros pedidos vieram desse círculo próximo e, depois, cresceram por indicação.

Produção organizada entre os turnos

A rotina exigia dividir cada encomenda em etapas. Pela manhã, Júlia separava os materiais. Nos intervalos maiores, respondia às mensagens e anotava os pedidos. No fim do dia, montava as peças e, à noite, embalava o que precisava ser entregue.

Uma encomenda para uma comemoração mudou a forma como ela enxergava o negócio. O pedido exigiu a compra de mais materiais, um cálculo cuidadoso dos custos e uma produção maior do que a habitual. Ao terminar, Júlia percebeu que havia recebido em poucos dias uma quantia próxima do que ganhava em várias semanas de trabalho.

Nos meses seguintes, o dinheiro das vendas passou a pagar despesas da casa. Primeiro, a conta de internet; depois, parte das compras do mês. A mãe ajudava com as embalagens, e um dos irmãos fazia algumas entregas. Júlia também assumiu outros gastos que antes dependiam quase totalmente da renda da mãe.

Mesmo com o aumento dos pedidos, ela não deixou o emprego imediatamente. Durante alguns meses, manteve as duas atividades para observar se as encomendas continuariam chegando fora das datas comemorativas. Nesse período, passou a guardar parte do dinheiro e a separar as despesas pessoais dos custos da produção.

A casa virou espaço de trabalho

Júlia começou a calcular material, embalagem, transporte e tempo gasto em cada peça antes de definir os preços. A mudança mostrou que algumas encomendas aparentemente lucrativas deixavam pouco dinheiro depois de todos os gastos.

Com o crescimento, a mesa deixou de ser suficiente. Caixas com tecidos, linhas e embalagens passaram a ocupar um canto da sala, e ela comprou uma estante usada para separar os materiais. Em semanas de muitos pedidos, a família também ajudava a dobrar caixas e organizar etiquetas.

Depois de meses conciliando os dois trabalhos, Júlia reduziu os turnos no emprego e passou a dedicar mais tempo às encomendas. A decisão veio quando percebeu que a média de vendas já era suficiente para sustentar boa parte das despesas da casa. A renda ainda varia conforme o número de pedidos, mas o artesanato deixou de ser apenas uma atividade nas horas vagas e passou a representar a principal entrada da família.

Texto produzido pela Redação Horizonte Leve com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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