Juiz de Fora, Sábado, 3 de outubro de 2026
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Casal constrói casa em Bangladesh com garrafas plásticas preenchidas com areia

Professores reutilizaram oitenta mil recipientes como blocos, reduziram o custo da obra e criaram uma moradia com isolamento térmico.

Um casal de professores transformou recipientes plásticos descartados em parte da estrutura da própria casa no distrito de Lalmonirhat. Rashedul Islam e Asma Khatun deixaram Daca em busca de um lugar tranquilo para viver com os dois filhos e recorreram ao reaproveitamento depois de não conseguirem arcar com o preço dos tijolos cerâmicos.

A residência foi erguida com oitenta mil garrafas preenchidas com areia fina compactada. Depois, os recipientes foram assentados com argamassa convencional, formando as paredes. As garrafas maiores, de um litro, ficaram nas fundações; as menores, de meio litro, foram usadas nas divisórias superiores.

A areia dentro dos recipientes contribui para o isolamento dos cômodos. De acordo com a descrição do projeto, o material ajuda a manter o interior fresco nos dias quentes e a conservar o calor nos períodos frios, sem necessidade de climatização artificial.

Custo e reaproveitamento

A construção custou cerca de quatrocentos mil takas, valor equivalente a um quarto do que seria necessário para uma obra convencional com tijolos cerâmicos. O dinheiro foi destinado principalmente à compra das garrafas com catadores locais, ao cimento e ao transporte da areia.

Os recipientes foram comprados diretamente de catadores de sucata. A areia foi levada em caminhões para preencher e compactar as garrafas, enquanto os sacos de cimento foram usados na argamassa entre as fileiras.

Além de substituir parte dos materiais tradicionais, a iniciativa retirou oitenta mil garrafas de circulação, evitando que os resíduos chegassem a rios e solos cultiváveis. A dispensa dos tijolos cerâmicos também reduziu a necessidade de queima de lenha em fornos industriais.

A proposta passou a ser apresentada como uma alternativa para comunidades interessadas em construir moradias com materiais reaproveitados. O casal encontrou inspiração em uma técnica japonesa de reciclagem comunitária e precisou lidar com o ceticismo inicial da vizinhança antes de concluir a casa.

Texto produzido pela Redação Horizonte Leve com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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