OREGON — Cerca de cinquenta mil colchões chegam ao fim da vida útil todos os dias nos Estados Unidos. Como são volumosos, ocupam espaço nos aterros sanitários e dificultam a compactação do lixo comum. Sem sistemas organizados, parte também pode ser abandonada em rodovias, enquanto materiais reaproveitáveis deixam de ser recuperados.
No Oregon, uma iniciativa estruturada recolheu mais de cento e trinta e quatro mil colchões e bases durante o primeiro ano completo de operação. O sistema foi organizado com a participação de comerciantes locais, redes hoteleiras e instituições de ensino, que ofereceram pontos de entrega para a comunidade.
Como o sistema é financiado
A legislação estadual atribui aos fabricantes de colchões a responsabilidade pela coordenação da destinação final. Uma taxa fixa aplicada na compra de novas peças financia o transporte e o processamento industrial. Com isso, os postos de recebimento podem funcionar gratuitamente para os consumidores, o que também ajuda a desestimular o descarte ilegal.
O desmonte mecânico permite separar mais de três quartos dos elementos presentes nas estruturas. O aço das molas é enviado para siderúrgicas; as espumas de poliuretano podem virar novos estofados ou carpetes; as fibras têxteis são reaproveitadas em isolamentos térmicos; e a madeira limpa segue para compostagem ou biomassa.
Colchões em bom estado recebem reformas para doação social. Já os componentes severamente danificados podem ser transformados em biomassa energética. Ao todo, o processo recuperou milhões de libras de materiais, reduzindo o volume destinado a áreas sanitárias e criando uma cadeia de reaproveitamento.
O programa mostra como a responsabilidade compartilhada entre fabricantes, comerciantes, instituições e consumidores pode dar destino a resíduos volumosos. A iniciativa também é apresentada como um modelo de economia circular, com reaproveitamento de materiais e menor dependência de recursos virgens.
O tema é detalhado em vídeo do Mattress Recycling Council publicado no YouTube.







