Juiz de Fora, Sábado, 3 de outubro de 2026
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Horta no quintal passa a fornecer boa parte das refeições da família

Em 12 anos, Marcos e Elaine transformaram um terreno com mato e entulho em uma horta com verduras, frutas, raízes e ervas.

Horta no quintal passa a fornecer boa parte das refeições da família

Há 12 anos, Marcos e Elaine começaram a limpar o terreno dos fundos de casa para plantar algumas verduras. O espaço tinha mato alto, entulho e terra compactada. Hoje, a área fornece alface, couve, tomate, mandioca, ervas, abóbora, feijão e frutas para boa parte das refeições da família. O mercado ficou principalmente para os alimentos que o quintal não consegue produzir.

A horta começou com dois canteiros feitos de madeira reaproveitada e terra misturada com composto comprado. Alface, cebolinha e tomate foram as primeiras culturas. Algumas mudas morreram, outras produziram pouco, mas o resultado levou o casal a continuar.

No ano seguinte, eles ampliaram a área e passaram a observar a incidência de sol, os pontos de acúmulo de água e a adaptação de cada espécie. Um canteiro virou três e, depois, cinco. A família também plantou bananeira, limoeiro, mamoeiro e aceroleira.

Organização do cultivo

O plantio foi distribuído conforme as características de cada espécie. Folhas ficaram perto da casa, abóboras foram para as bordas, mandiocas ocuparam áreas que poderiam permanecer cultivadas por mais tempo e ervas foram colocadas próximas à cozinha. As frutíferas ficaram em pontos onde não fariam sombra excessiva nas hortaliças.

A compostagem também passou a fazer parte da rotina. Marcos montou uma composteira com folhas secas, restos de frutas, cascas de legumes e resíduos do próprio quintal. O composto retorna aos canteiros, ajudando a deixar a terra mais solta e com maior retenção de umidade. A família evita colocar carne, gordura e alimentos muito temperados no material.

Outra mudança veio depois que eles perceberam que repetir a mesma cultura no mesmo canteiro favorecia plantas fracas e o aparecimento de determinadas pragas. Desde então, fazem uma rotação simples, alternando folhas, leguminosas e espécies com necessidades diferentes. Para acompanhar o cultivo, anotam o que foi plantado em cada espaço.

Água da chuva e colheita

Em um verão mais seco, a conta de água aumentou. O casal instalou calhas em uma pequena cobertura e passou a direcionar a chuva para recipientes próprios. A água é usada principalmente na irrigação. Os recipientes ficam fechados para evitar sujeira e impedir a reprodução de mosquitos.

A colheita agora influencia o cardápio. A família percorre o quintal para verificar o que está no ponto, usa couve em várias refeições quando há bastante produção e transforma tomates maduros em molho. Abóboras podem ser armazenadas por mais tempo, enquanto as ervas são colhidas praticamente todos os dias.

Arroz, trigo, óleo, café e outros alimentos continuam sendo comprados. Verduras também entram na lista quando uma safra não dá certo.

Ao longo de 12 anos, a família não calculou quanto economizou. Marcos e Elaine afirmam que a horta exige tempo, sementes, ferramentas e manutenção. Para eles, o principal resultado é ter reduzido a dependência das compras para obter alimentos frescos. O antigo terreno passou a funcionar como uma extensão da cozinha, com o cultivo ampliado aos poucos por meio de canteiros, compostagem, rotação de culturas e aproveitamento da chuva.

Texto produzido pela Redação Horizonte Leve com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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