Juiz de Fora, Sábado, 3 de outubro de 2026
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Onça busca água em tanque e é vista com dois filhotes em propriedade rural

Durante cinco noites de seca, agricultor observou a mesma fêmea beber água perto de casa e mudou a rotina para manter distância.

Onça busca água em tanque e é vista com dois filhotes em propriedade rural

Na primeira noite, João achou que tivesse se enganado ao notar um vulto grande perto do tanque usado pelos animais da propriedade. Pouco depois das 19h, ele acendeu a luz externa e viu uma onça. O animal bebeu por alguns minutos e desapareceu no escuro.

A visita se repetiu nas noites seguintes. Durante cinco dias de seca forte, a fêmea voltou ao mesmo ponto, a aproximadamente 40 metros da varanda. O tanque permanecia cheio porque abastecia parte dos animais da propriedade, enquanto o açude menor havia secado.

João vive há 18 anos no local, cercado por pastagens e por uma faixa de mata mais densa. Ele já havia visto pegadas e ouvido relatos de onça na região, mas nunca tinha encontrado uma tão perto da casa.

Depois da segunda aparição, o agricultor mudou a rotina. Os três cães passaram a ser recolhidos antes das 18h e ficavam em um espaço coberto ao lado do galpão. João também deixou de caminhar até o tanque à noite e pediu à família que evitasse o quintal depois de escurecer. A iluminação externa ficou acesa por menos tempo, e ninguém tentou espantar ou alimentar o animal.

A onça apareceu durante cinco noites praticamente no mesmo horário. João percebeu que ela vinha da direção da mata, bebia, observava o entorno por alguns segundos e retornava pelo mesmo caminho. Uma mancha mais clara perto do ombro esquerdo ajudou o agricultor a confirmar que se tratava sempre da mesma fêmea.

Na sexta manhã, por volta das 6h30, João saiu para verificar uma cerca e viu movimento perto de uma mangueira antiga, na divisa entre a propriedade e a mata. A onça estava deitada na sombra, acompanhada por dois filhotes. Ele recuou devagar e voltou para dentro de casa.

A fêmea permaneceu sob a árvore por quase duas horas, enquanto os filhotes descansavam e brincavam com folhas secas. João observou tudo pela janela e não tentou se aproximar para fotografar. Para ele, a presença dos filhotes indicava que a onça usava aquela faixa de mata como parte de sua área de circulação e encontrava no tanque uma fonte de água previsível durante a seca.

Nos dias seguintes, os cães continuaram presos ao entardecer, restos de comida deixaram de ficar do lado de fora e a família evitou circular perto da mata sem necessidade. A onça apareceu mais duas vezes junto ao tanque, mas os filhotes não foram vistos novamente sob a mangueira.

Quase duas semanas depois, as primeiras chuvas voltaram e os pequenos cursos de água da região começaram a encher. As visitas ao tanque diminuíram até parar. João ainda manteve os cães recolhidos mais cedo por algum tempo e passou a observar a mangueira sempre que se aproximava do limite da propriedade.

Texto produzido pela Redação Horizonte Leve com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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