Juiz de Fora, Sábado, 3 de outubro de 2026
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Desfralde exige parceria entre família e escola e respeito ao ritmo da criança

A retirada das fraldas deve acompanhar sinais de prontidão e ser conduzida com alinhamento, acolhimento e tranquilidade por adultos e educadores.

Desfralde exige parceria entre família e escola e respeito ao ritmo da criança

A retirada das fraldas é uma etapa do desenvolvimento infantil que envolve habilidades motoras, cognitivas e emocionais. Como cada criança tem um ritmo biológico próprio, o processo deve ser conduzido sem pressa e com a participação coordenada da família e da escola.

Lilian Murad Bruner, mestre em educação e diretora de Educação Infantil do Colégio Visconde de Porto Seguro, em São Paulo e Valinhos, afirma que o desfralde está ligado à maturação biológica e à prontidão neurológica. A tentativa de antecipar essa fase por cobranças ou conveniência de calendário pode aumentar a ansiedade e prolongar a adaptação. “O desfralde é uma conquista de autonomia que respeita a prontidão biológica e o amadurecimento neurológico de cada criança”, afirma.

Como reconhecer a prontidão

Alguns comportamentos ajudam a indicar que a criança pode estar preparada para iniciar a transição. Entre eles estão caminhar com firmeza, sentar e levantar sem ajuda, comunicar por palavras ou gestos o desconforto com a fralda suja e avisar quando precisa usar o banheiro.

Também é importante observar a consciência corporal, como a busca por privacidade ou o aviso de que vai evacuar, além de períodos mais longos com a fralda seca. Esses sinais devem ser analisados pelos adultos sem transformar o desfralde em uma cobrança.

A escola pode contribuir com banheiros e pias adequados à estatura infantil, favorecendo a independência. A convivência com outras crianças também permite aprender pela observação e compartilhar conquistas do dia a dia.

Acolhimento durante a transição

Pequenos escapes fazem parte do aprendizado. Nesses momentos, a reação dos adultos deve preservar a autoestima e a segurança da criança, sem repreensões. “Os escapes corporais fazem parte do aprendizado e demandam uma reação de tranquilidade e apoio por parte dos adultos”, orienta Lilian.

Mudanças como uma mudança de residência, o nascimento de um irmão ou o início da adaptação escolar podem afetar o processo. Nessas situações, a orientação é esperar até que a rotina esteja restabelecida, para que a retirada das fraldas seja vivida como uma experiência de autoconfiança e crescimento.

Texto produzido pela Redação Horizonte Leve com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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