Secar roupas dentro de casa durante períodos frios ou chuvosos pode elevar a umidade do ambiente e favorecer a condensação em janelas, paredes e cantos frios. Sem ventilação adequada, o vapor permanece nos cômodos e pode contribuir para o surgimento de mofo, odores desagradáveis e danos a móveis.
Dados divulgados pela entidade neozelandesa EECA indicam que uma carga de roupas molhadas pode liberar até cinco litros de água no ar durante a secagem. O preparo de refeições também acrescenta umidade: cozinhar pode gerar entre dois e três litros de vapor no ambiente.
Como reduzir a umidade dentro de casa
A recomendação é dar preferência a varais externos, inclusive em áreas cobertas, como varandas ou garagens com boa circulação de ar. Quando não houver essa possibilidade, a secagem deve ser feita em um cômodo isolado, com as janelas abertas. Centrifugar as peças antes de estendê-las e usar exaustores também ajuda a reduzir a quantidade de água dispersa.
Durante o preparo das refeições, tampar as panelas e ligar o depurador de ar são medidas que diminuem a umidade liberada no imóvel. Outra orientação é abrir janelas em extremidades opostas da residência para permitir a renovação do ar.
O vapor suspenso tende a se condensar nas superfícies mais frias, formando gotículas em vidraças e cantos. Com a repetição desse processo, paredes e esquadrias podem ficar úmidas, criando condições para o crescimento de fungos. As manchas escuras indicam colônias ativas, que podem deteriorar o reboco, manchar a pintura e liberar esporos no ar interno.
Orientação de ventilação
As autoridades da Nova Zelândia recomendam manter janelas opostas abertas durante vinte minutos diários. A medida cria uma corrente de ar e ajuda a retirar a umidade acumulada nas construções.
O Invercargill City Council também aborda o controle da umidade doméstica em um vídeo publicado no YouTube. A orientação geral é evitar, sempre que possível, a secagem de roupas em recintos fechados e priorizar a circulação natural do ar.







