Juiz de Fora, Sábado, 3 de outubro de 2026
Viver bem, todos os dias
Bem-estar

O que é verdade sobre a doação de medula óssea

Hematologista explica como funciona a coleta, quais desconfortos podem ocorrer e quem pode entrar no cadastro de doadores.

O que é verdade sobre a doação de medula óssea

Dúvidas sobre a doação de medula óssea podem afastar possíveis doadores, principalmente pela confusão entre a medula óssea e a medula espinhal. Embora tenham nomes parecidos, elas são estruturas diferentes: a medula óssea fica dentro dos ossos e produz as células do sangue, enquanto a medula espinhal está relacionada à coluna vertebral.

A hematologista Beatriz Nery, do Instituto de Oncologia de Sorocaba (IOS), esclarece os principais pontos sobre o procedimento.

Como a coleta é feita

A medula não é retirada da coluna. Quando a coleta é realizada por punção, o material é retirado do osso da bacia, explica a médica. Também existe a possibilidade de coletar células-tronco do sangue periférico por meio de uma máquina de aférese. O equipamento separa as células necessárias e devolve o restante ao doador.

Por isso, nem toda doação exige cirurgia. A punção na bacia acontece em centro cirúrgico, com anestesia geral. Já a aférese não envolve esse tipo de procedimento. A escolha depende principalmente da doença que será tratada.

A experiência também varia conforme o método. Antes da aférese, o doador recebe injeções para estimular a passagem das células-tronco para o sangue, o que pode causar desconforto. Na punção, não há dor durante a coleta por causa da anestesia. Depois, pode haver incômodo na região, controlado com analgésicos.

Recuperação e cadastro

O organismo repõe as células doadas. De acordo com Beatriz Nery, esse processo leva, em média, de 10 a 20 dias. Nesse intervalo, o doador pode sentir cansaço, especialmente nos dias seguintes ao procedimento.

O cadastro também não significa que a pessoa será chamada para doar. A compatibilidade genética entre doador e receptor é específica, e a chance de o registro resultar em uma doação é baixa. “Quando um doador é chamado, significa que, dentre uma enorme variabilidade genética, há compatibilidade com o receptor”, afirma a hematologista.

Em geral, o cadastro prioriza pessoas entre 18 e 35 anos, que permanecem ativas nos registros até os 60 anos. A avaliação considera condições como histórico pessoal de câncer, algumas doenças autoimunes, infecções crônicas, diabetes, obesidade e insuficiência cardíaca.

Doenças tratadas

O transplante pode ser usado contra doenças malignas do sangue, como leucemias, linfomas, mieloma e neoplasias mielodisplásicas. A indicação também pode ocorrer em doenças benignas, incluindo determinadas imunodeficiências primárias, anemia falciforme e falências medulares congênitas.

Texto produzido pela Redação Horizonte Leve com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Receba nossa newsletterUma seleção diária, direto na sua caixa de entrada.

As mais lidas

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5