A Microsoft vai disponibilizar à Agência de Projetos de Pesquisa Avançada de Defesa dos Estados Unidos (DARPA) acesso direto a um sistema de computação quântica equipado com o chip Majorana 2. O equipamento ficará em um novo centro de pesquisa da empresa em Maryland, nos Estados Unidos.
A parceria permitirá que a agência opere a máquina sem depender apenas de demonstrações feitas pela Microsoft. A DARPA terá acesso físico ao sistema, poderá levar hardware próprio e executar seus processos de inicialização e seus experimentos.
Avaliação independente
A DARPA analisa diferentes tecnologias de computação quântica em um programa que busca identificar quais abordagens têm potencial para alcançar escala comercialmente relevante. Entre os pontos avaliados está o valor dos cálculos produzidos por essas máquinas em relação ao custo dos sistemas.
A Microsoft trabalha com uma arquitetura baseada em qubits topológicos. A proposta usa propriedades de materiais e partículas para tentar tornar os computadores quânticos mais estáveis e escaláveis. Com o centro em Maryland, a agência poderá conduzir testes diretamente no equipamento e verificar o desempenho da tecnologia por conta própria.
O sistema destinado à DARPA utiliza o Majorana 2, apresentado pela Microsoft como uma peça central de sua estratégia para desenvolver computadores quânticos baseados em qubits topológicos. A empresa busca demonstrar que consegue criar e controlar esse tipo de qubit, que, segundo a companhia, poderia facilitar a construção de sistemas quânticos maiores.
A avaliação ocorre enquanto a Microsoft tenta levar resultados de pesquisa para aplicações práticas e para o mercado. A companhia estabeleceu como objetivo disponibilizar sistemas de computação quântica comerciais até 2029.
Ainda será necessário demonstrar que a tecnologia consegue operar em escala e realizar cálculos com valor prático. Os testes independentes da DARPA estarão entre as etapas usadas para avaliar esse potencial.







