A melhor chance de observar Lua e Júpiter no Brasil será antes do amanhecer. Os dois astros aparecerão próximos na direção leste, aproximadamente uma hora antes do nascer do Sol, mas o país não estará na faixa em que o planeta ficará escondido pelo disco lunar nesta terça-feira (8).
A Lua terá cerca de 9% da superfície iluminada, formando um crescente fino. Júpiter poderá ser reconhecido por seu brilho intenso e pela posição próxima ao satélite natural. A aproximação aparente também está prevista para o dia 8 de setembro, antes do amanhecer.
Para acompanhar o fenômeno visível no país, a recomendação é procurar um ponto com o horizonte leste livre de prédios, árvores e outras estruturas. A observação pode começar ainda no crepúsculo, enquanto o céu clareia.
O que acontece em outras regiões
A ocultação lunar ocorre quando um corpo celeste passa à frente de outro na linha de visão de quem observa da Terra. Neste caso, a Lua cruzará a direção de Júpiter e bloqueará temporariamente a visão do planeta para algumas áreas.
O evento acontecerá durante o dia. Júpiter será encoberto pela borda iluminada da Lua e voltará a aparecer pela borda escura. Dependendo do local do observador, o processo poderá durar cerca de uma hora.
A faixa de visibilidade inclui partes do Canadá, da Groenlândia, dos Estados Unidos, do Caribe e de outras regiões do Hemisfério Norte. Como o Brasil está fora dessa área, não será possível acompanhar o momento em que Júpiter desaparece atrás da Lua no país.
Lua e Júpiter não estarão realmente próximos no espaço. O efeito depende do alinhamento entre Terra, Lua e Júpiter em relação ao ponto de observação. Assim, o satélite poderá encobrir o planeta para algumas localidades, enquanto outros observadores continuarão vendo os dois corpos separados.
O calendário astronômico de setembro prevê mais encontros entre a Lua e planetas, incluindo uma nova aproximação com Júpiter em outubro.







