Juiz de Fora, Sábado, 3 de outubro de 2026
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Inmet prevê chuva irregular e temperaturas acima da média em outubro

Sul, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Rio de Janeiro podem ter mais chuva, enquanto áreas do Norte, Nordeste e Centro-Oeste tendem a ter menos.

Inmet prevê chuva irregular e temperaturas acima da média em outubro
Foto: Divulgação/Inmet

O Inmet prevê um outubro de 2026 com distribuição irregular de chuva no Brasil. Áreas do Sul, de São Paulo, de Mato Grosso do Sul e do Rio de Janeiro podem registrar volumes acima da média, enquanto partes do Norte, do Nordeste e do Centro-Oeste tendem a ficar abaixo do normal.

As temperaturas também devem superar a média em grande parte do país. Os desvios podem passar de 2 °C em áreas do Centro-Oeste e do Sudeste, com possibilidade de impactos nas atividades agrícolas.

Chuva desigual entre as regiões

No Sul, a previsão indica volumes que podem superar a média climatológica em cerca de 75 mm. O leste do Rio Grande do Sul aparece como a área com maior possibilidade de excesso, podendo chegar a 200 mm acima do padrão. Em São Paulo, os maiores volumes são esperados entre Itapetininga e o Litoral Sul.

A chuva deve ficar abaixo da média em grande parte de Roraima, no norte do Amazonas e em áreas do Pará. Já o sudoeste do Amazonas, o Vale do Acre e o Amapá podem ter registros próximos ou superiores ao normal.

No Nordeste, a tendência é de acumulados inferiores à média em boa parte da região. Ainda assim, partes do Rio Grande do Norte, Ceará, Piauí, Paraíba e Bahia podem ter volumes próximos da climatologia.

No Centro-Oeste, Mato Grosso, Goiás e Distrito Federal tendem a receber menos chuva. O sudoeste e o leste de Mato Grosso do Sul, por outro lado, aparecem com previsão de volumes acima da média. No Sudeste, Minas Gerais e Espírito Santo podem ter menos chuva, enquanto o Rio de Janeiro deve ficar próximo do padrão.

Calor e efeitos no campo

O calor deve ser mais intenso em Goiás, incluindo o Distrito Federal, e no noroeste de Mato Grosso do Sul. Minas Gerais também está entre as áreas com maior elevação prevista. No Norte, partes do Pará e do Acre podem ter temperaturas até 2 °C acima do padrão de outubro.

No Nordeste, a elevação pode chegar a 1,5 °C no MATOPIBA, área que reúne partes do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, e ser maior na região central da Bahia. No Sul, o Paraná pode registrar temperaturas até 1,5 °C acima da média.

A menor quantidade de chuva, combinada ao calor, pode dificultar a implantação das lavouras de verão. Em plantações de soja, milho e arroz, períodos secos depois da semeadura podem reduzir a água disponível no solo e prejudicar a germinação e a emergência das plantas.

Em Mato Grosso do Sul e em São Paulo, a maior disponibilidade de água pode favorecer, respectivamente, a recuperação da umidade do solo e as condições para a semeadura e o desenvolvimento inicial da soja.

No Sul, o excesso de chuva pode reduzir as janelas para preparo do solo, manejo e colheita. A combinação de temperaturas elevadas e umidade também pode favorecer doenças nas lavouras, incluindo a giberela no trigo. Em áreas com menos água, o crescimento das pastagens pode ser limitado e a necessidade de irrigação aumentar. Já o excesso de umidade pode dificultar o rebrote e ampliar os efeitos do pisoteio.

Texto produzido pela Redação Horizonte Leve com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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