Juiz de Fora, Sábado, 3 de outubro de 2026
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Rastros de Dakota do Norte mostram como um T-rex adulto caminhava

Quatro pegadas preservadas há 66,5 milhões de anos indicam deslocamento moderado de um possível T-rex adulto.

Rastros de Dakota do Norte mostram como um T-rex adulto caminhava
Foto: Jurassic World/YouTube

A análise de quatro pegadas encontradas na Formação Hell Creek indica que o dinossauro responsável caminhava a cerca de 3,5 a 4,5 milhas por hora. Os rastros podem formar a primeira trilha conhecida deixada por um Tiranossauro adulto, conforme estudo publicado no Journal of Vertebrate Paleontology.

As marcas foram registradas com escaneamento tridimensional de alta resolução. O método permitiu observar o formato dos pés e a disposição dos rastros, que parecem corresponder a duas pegadas do lado esquerdo e duas do lado direito do animal.

A trilha mede cerca de sete metros e foi preservada em arenito há 66,5 milhões de anos. Segundo a análise, o T-rex tinha os quadris a aproximadamente quatro metros do solo e dava passadas de cerca de quatro metros. Esses dados apontam para uma velocidade de 1,5 a 2 metros por segundo, compatível com caminhada, e não corrida.

Uma descoberta ainda em análise

As pegadas foram encontradas em 2025 por Kent M. Hups, professor da Northglenn High School, em terras federais próximas a Marmarth, na Dakota do Norte, Estados Unidos. Um ano depois da descoberta, ele se tornou coautor do estudo.

O tamanho das marcas, com cerca de um metro de comprimento cada, e o formato com três dedos são compatíveis com os pés de um T-rex adulto. A Formação Hell Creek é conhecida por reunir muitos fósseis desses predadores, embora não seja famosa por pegadas de terópodes.

A identificação do animal responsável por rastros tão antigos exige cautela. Sedimentos podem sofrer alterações, diferentes dinossauros tinham pés semelhantes e os fósseis corporais nem sempre aparecem perto das pegadas. Até então, apenas duas marcas isoladas atribuídas a T-rex adultos haviam sido encontradas no mundo: uma em Montana e outra no Novo México.

A preservação dos rastros não permite determinar todos os detalhes sobre a velocidade do animal. O conjunto também pode contribuir para o estudo de como o T-rex apoiava os pés ao caminhar, incluindo a hipótese de que se deslocava sobre as pontas dos dedos. Ainda não se sabe se as novas marcas poderão esclarecer essa questão.

“Como professor, sempre digo aos meus alunos que a ciência começa com curiosidade, paixão e observação cuidadosa”, afirmou Hups.

Texto produzido pela Redação Horizonte Leve com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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