PORTO ALEGRE — O Teatro Bancários RS abriu as portas na quarta-feira (23), no Centro Histórico de Porto Alegre, com apresentações do músico gaúcho Vitor Ramil e do uruguaio Daniel Drexler. A sala comporta até 330 pessoas e pode ser adaptada para diferentes formatos de espetáculo.
O espaço fica na rua Coronel Fernando Machado, 820. A iniciativa é do Sindicato dos Bancários de Porto Alegre e Região (SindBancários) em parceria com a Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras em Instituições Financeiras do Rio Grande do Sul (Fetrafi-RS).
A proposta é receber shows, peças, espetáculos de dança e outras manifestações culturais, além de debates e encontros. As entidades responsáveis anunciaram uma programação com mais de 50 datas, incluindo produções do Rio Grande do Sul, artistas de países vizinhos e um festival de teatro de bonecos.
Abertura e programação
A agenda de inauguração continua nesta sexta-feira (25), às 20h, com o grupo Tambo do Bando. A entrada é franca, mediante retirada de ingressos pelo Sympla. No sábado (26), às 20h, e no domingo (27), às 19h, Paulo Betti apresenta o monólogo ‘Autobiografia autorizada’. Os ingressos também estão disponíveis na plataforma.
Na semana seguinte, estão previstas as apresentações de ‘Sobre Anjos & Grilos – O Universo de Mario Quintana’, na quinta-feira (1º), e de ‘Sambas de Protesto’, na sexta-feira (2).
Na avaliação de Vitor Ramil, a abertura amplia as possibilidades para artistas e público. “Um novo teatro é sempre uma notícia maravilhosa para a cena cultural de Porto Alegre”, afirmou o músico.
O produtor cultural Vitor Ortiz, responsável pela gestão do teatro, disse que a programação pretende aproximar a produção do Rio Grande do Sul da realizada no Uruguai, na Argentina e no Chile.
A inauguração reuniu bancários, artistas, produtores culturais e representantes de entidades sindicais. Também participaram a ex-ministra da Cultura Ana de Hollanda e o ex-governador Olívio Dutra, que presidiu o SindBancários.
Para Luciano Fetzner, presidente do SindBancários, o teatro se relaciona ao debate sobre a redução da jornada e sobre o tempo dedicado à vida fora do trabalho. “Reduzir a jornada significa também conquistar mais tempo para a vida”, afirmou.
O diretor de Comunicação da Fetrafi-RS, Juberlei Bacelo, defendeu a ocupação do espaço por artistas e pela comunidade.







