Juiz de Fora, Sábado, 3 de outubro de 2026
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Agnes Nunes amplia atuação na música e no cinema enquanto afirma suas raízes

Cantora prepara o terceiro álbum, turnê pela Europa e estreia em um longa-metragem baseado no livro de Socorro Acioli.

Agnes Nunes amplia atuação na música e no cinema enquanto afirma suas raízes
Foto: Masao Goto Filho/Bravo

Agnes Nunes vive uma fase de expansão na carreira. A cantora prepara o terceiro álbum de estúdio, previsto para sair ainda neste ano, e uma turnê pela Europa entre setembro e outubro. Em Paris, ela vai abrir uma apresentação de Djavan.

A artista também se prepara para voltar ao audiovisual, desta vez como atriz no filme A Cabeça do Santo, de Joana Mariani, adaptação do romance de Socorro Acioli. Agnes será Rosário, personagem que ganhou mais espaço no roteiro do que tem no livro. Ela já havia participado da série Só Se For por Amor, lançada em 2022.

Música com mais liberdade

O novo álbum será o primeiro desde a mudança do escritório que administra sua carreira, há pouco mais de um ano. Agnes afirma que o projeto reflete mais liberdade criativa e maturidade, resultado do tempo, do contato crescente com o público e de parcerias com Elza Soares, Seu Jorge e Chico César.

A cantora já lançou Menina Mulher, em 2022, e O Amor e Suas Variáveis, em 2024. Ao falar sobre as expectativas em torno de seu trabalho, ela defende equilíbrio entre o que o público deseja ouvir, os interesses da indústria e seu próprio propósito artístico.

Chico César, um dos padrinhos musicais de Agnes, descobriu a cantora pelos vídeos em que ela aparecia tocando piano e cantando no Instagram. Os dois gravaram juntos a música De Peito Aberto, lançada no disco O Amor É um Ato Revolucionário, de 2019. O novo álbum também terá a participação do cantor paraibano.

A parceria com Xamã inclui diversas músicas, o EP Elas por Elas, de 2019, e participações da cantora em três álbuns do rapper: O Iluminado, de 2019, Zodíaco, de 2020, e Fragmentado, de 2025.

Nordeste, racismo e identidade

Nascida em Feira de Santana, na Bahia, Agnes foi criada na Paraíba. Aos 9 meses, mudou-se para Jericó, no sertão do estado, e também viveu em Sousa e Campina Grande. Aos 17 anos, em 2019, foi para o Rio de Janeiro. Em 2022, mudou-se para São Paulo, onde vive atualmente.

Em Sousa, no começo da adolescência, ela enfrentou o racismo depois de adotar o cabelo black power. No centro cultural que frequentava, encontrou referências e acolhimento entre artistas e integrantes da comunidade LGBTQIA+.

Foi em Campina Grande que Agnes começou a publicar vídeos cantando. Mais tarde, no Sudeste, a carreira se profissionalizou, mas ela também passou a lidar com a xenofobia. A convivência com outros nordestinos em São Paulo, segundo a cantora, ajuda a preservar o vínculo com suas origens.

Criada no catolicismo da avó materna, Terezinha, Agnes abraçou o candomblé há dois anos. O processo de autoconhecimento também ampliou sua percepção sobre o papel que ocupa como referência para mulheres negras. Em sua obra e em suas falas, ela relaciona identidade, orgulho, memória e a busca por reconhecimento.

Amor e atuação

Desde 2024, Agnes namora o cantor e compositor Tom Ribeira, também de 24 anos. A relação chegou à música com o lançamento de Vc Assim, no último Dia dos Namorados, acompanhado de um clipe estrelado pelo casal.

Para a cantora, o amor é um tema central em sua vida e em sua produção. Ela diz ter sido criada por mulheres fortes, que encontraram maneiras de oferecer amor durante sua criação, e afirma que sua relação atual também é marcada pela sensibilidade.

A experiência como atriz, por sua vez, ajudou Agnes a se expressar melhor na música. Para ela, cantar e atuar devem seguir juntos em sua trajetória.

Texto produzido pela Redação Horizonte Leve com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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