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Apartamento no Edifício Bretagne reúne arte, design e memória em São Paulo

Com 90 m², o imóvel ganhou uma área social ampla e decoração marcada pelo azul, por peças de viagem e por objetos afetivos.

Apartamento no Edifício Bretagne reúne arte, design e memória em São Paulo
Foto: Denilson Machado/MCA Estúdio/Divulgação

No Edifício Bretagne, projetado por Artacho Jurado, o arquiteto Diogo Figueiredo transformou um apartamento de 90 m² em um espaço que combina arte, design e objetos ligados à sua trajetória. A decoração parte de uma paleta baseada no azul e valoriza ambientes pensados para receber e conviver.

Antes de ser adquirido pelo arquiteto, o imóvel havia passado por uma reforma que modificou a planta original. O apartamento, que tinha dois quartos e uma sala compacta, foi reorganizado para ter um único dormitório e uma área de convivência mais ampla.

A mudança deixou uma viga estrutural exposta no centro da sala. Em vez de escondê-la, Diogo incorporou o elemento ao projeto com um tapete feito sob medida, desenhado para contorná-lo.

Estante reúne peças de diferentes origens

A estante ocupa o papel central na sala e funciona como uma coleção pessoal do morador. Entre obras de arte e peças encontradas em viagens, estão artefatos históricos da Roma Antiga, da Mesopotâmia e cerâmicas pré-colombianas. A seleção também inclui objetos de valor emocional, como um tijolo de 1806 da fazenda de seu tataravô.

“Acho interessante a composição de objetos que normalmente não estariam juntos. Um brinquedo de infância e uma máscara africana, por exemplo”, diz Diogo.

Os demais elementos da sala aparecem em tons complementares, com poltronas vermelhas e detalhes dourados e beges. As paredes neutras acompanham a marcenaria em carvalho europeu escuro, em contraste com o piso claro.

Produzido sob encomenda no Marrocos, o tapete tem pigmentação malhada, inspirada na pele de um dálmata, e é feito com 100% de lã. A peça foi inteiramente tecida à mão e levou quase um ano para ser finalizada.

“Eu gosto dessa nuance, dessa mudança de padrão, de quando o resultado não fica óbvio. Há pontos vermelhos e o tapete é mais neutro, com pontos pretos que dão personalidade”, conta Diogo.

No quarto, a mesma linguagem aparece na cama azul, desenhada pelo próprio arquiteto e revestida com tecido francês que lembra um tweed.

Texto produzido pela Redação Horizonte Leve com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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